Hortas Bio nas Eco-Escolas

Edição 2025/26

Escola EB1/JI de Caneiros (Guimarães)

A Nossa Horta Bio

Horta pequena (até 50m²)

horta em janeiro

horta em março

horta em maio

saber mais sobre a nossa horta bio

desenho/croqui da horta

questionário

1. Há quanto tempo existe uma horta na escola?

Este é o terceiro ano. Começou por um pequeno canteiro no primeiro ano. No segundo ano cresceu mais um pouco e este cresceu mais. Até se plantaram batatas. E, estamos a prever melhorar ainda mais

2. Área aproximada da horta (m²):

H

3. Quem trata da horta?

3.1. N.º de professores envolvidos:

3.2. Disciplinas que mais participam na dinâmica da horta:

A horta é um espaço vivo interdisciplinar:Estudo do Meio / Ciências Naturais/Conhecimento do Mundo; Matemática; Português / Línguas; Expressão Plástica / Educação Visual; Educação Física e Cidadania e Desenvolvimento.

3.3. N.º de alunos envolvidos:

89

3.4. N.º de funcionários da Escola envolvidos:

9

4. As famílias são envolvidas?

4.1. Como e com que frequência?

As famílias são parceiros vitais no nosso projeto. O envolvimento começou com a Associação de Pais, que colaborou diretamente na montagem física da horta. Atualmente, a colaboração ocorre com uma periodicidade mensal/sazonal, através da doação de plantas autóctones e adubo natural, bem como na participação em workshops de literacia científica e organização das feiras no recinto escolar. Esta dinâmica permite que a mudança de comportamentos em relação à poupança de água e alimentação saudável seja reforçada no ambiente familiar, criando uma verdadeira comunidade Eco-Escola.

5. Apresentar exemplos do impacto da horta na comunidade e nos alunos:

O impacto é visível na mudança de atitude e na aquisição de novas competências: Educação Alimentar –alguns alunos já não se mostram relutantes em comer alguns verdes e roxos; Responsabilidade e Autonomia: O compromisso de regar, mondar e vigiar as pragas está a criar um sentido de responsabilidade partilhada; Bem-estar Emocional: A horta é um espaço de bem-estar e contacto com a natureza, ajudando a reduzir a ansiedade e a melhorar a concentração através da observação da fauna e da flora; Literacia Científica: A passagem do abstrato (livros) para o concreto (terra) permitiu que as crianças compreendam fenómenos complexos como a polinização e a decomposição de forma natural.
• Ao nível da Comunidade Escolar (Docentes e Funcionários): Interdisciplinaridade: A horta é "sala de aula sem paredes", onde professores e educadores colaboram num objetivo comum, quebrando a barreira das disciplinas isoladas e do ensino exclusivo dentro de paredes; Valorização do Espaço: O recinto escolar transforma-se esteticamente é mais agradável e biodiverso, aumentando o orgulho de pertencer àquela escola.
• Na Comunidade Alargada e Famílias: Fortalecimento de Laços (Associação de Pais): A integração da horta com a participação da Associação de Pais criou uma rede de apoio sólido. Os pais deixaram de ser apenas "visitantes" para passarem a ser "coautores" do ambiente educativo; Combate ao Desperdício: A comunidade está a ser sensibilizada a olhar para os resíduos orgânicos não como lixo, mas como potencial adubo natural, promovendo a prática da compostagem doméstica; participou nas feirinhas através da troca e aquisição de bens.

6. Como é organizada a manutenção da horta e a repartição de tarefas?

A manutenção da horta foi organizada através de um sistema de gestão partilhada, envolvendo alunos, professores, funcionários e a Associação de Pais.
1. Repartição de Tarefas por Grupos
Para garantir que todos colaboram, as tarefas foram divididas da seguinte forma:
• Alunos (Os "Guardiões da Horta"): * Organizados por turmas ou "brigadas verdes" semanais.
o Tarefas: Rega diária (controlo do consumo de água), monda manual (retirar ervas não desejadas), sementeira, plantação e monitorização de pragas.
• Docentes:
o Tarefas: Coordenação pedagógica, integração dos conteúdos curriculares nas atividades práticas e supervisão das brigadas.
• Funcionários Operacionais:
o Tarefas: Apoio na manutenção de infraestruturas mais pesadas e vigilância do estado geral do espaço nos períodos de interrupção letiva.
• Associação de Pais:
o Tarefas: Intervenções de maior escala (preparação inicial do terreno, reparação de canteiros) e apoio técnico/logístico quando necessário.
2. Cronograma de Manutenção
A periodicidade é a chave para o sucesso do cultivo:
Periodicidade Tarefas Realizadas
Diária Verificação da humidade do solo e rega (ajustada conforme a estação e o estado do tempo).
Semanal Limpeza de infestantes, observação da fauna (biodiversidade) e registo no Diário da Horta.
Mensal Adubação com adubo 100% natural (compostagem) e arejamento do solo.
Sazonal Planeamento de novas culturas, colheita de sementes e preparação dos canteiros para a estação seguinte.
Responsabilização de rega e cuidado no mês de agosto.

7. Como é feita a preparação do solo?

As 3 Etapas da Preparação do Solo

A nossa preparação seguiu um método regenerativo, focado na preservação da biodiversidade do solo e no uso de recursos naturais:
1. Limpeza (O Despertar do Terreno): Antes de cultivar, é necessário preparar a "cama" das plantas:
• Monda Manual: Retirámos as ervas espontâneas ("infestantes") manualmente, evitando o uso de herbicidas químicos. Esta atividade foi excelente para o desenvolvimento motor das crianças.
• Remoção de Inertes: Limpeza de pedras grandes, paus ou resíduos que pudessem impedir o crescimento das raízes.
• Aproveitamento: As ervas verdes retiradas que não tinham sementes foram encaminhadas para o nosso sistema de compostagem.
2. Mobilização (Arejamento e Estrutura)
Mobilizar o solo serve para que as raízes consigam "respirar" e penetrar na terra facilmente:
• Lavoura Ligeira: O solo foi revolvido de forma superficial. No projeto Eco-Escolas, evitamos revirar as camadas profundas para não perturbar as comunidades de minhocas e microrganismos.
• Descompactação: Com a ajuda de pequenas enxadas e ancinhos, as crianças desfizeram os torrões de terra mais duros até o solo ficar com uma textura granulada e fofa. Além disso, transportaram com baldes para as caixas de cultivo.
• Formação de Canteiros: Organizámos a terra em patamares ligeiramente elevados (caixas de madeira, pneus e guias) para evitar o pisoteio direto sobre a zona de cultivo, preservando a porosidade.
3. Fertilização (Alimentação 100% Natural)
Como estabelecemos a meta de 0% químicos, a nossa fertilização foca-se na nutrição orgânica:
• Incorporação de Matéria Orgânica: Misturámos composto natural (proveniente da nossa compostagem ou fornecido pela Associação de Pais) ao solo mobilizado.
• Adubação de Fundo: O uso de estrume bem curtido ou húmus de minhoca garantirá que o solo tenha nitrogénio, fósforo e potássio de libertação lenta.
No futuro prevemos:
• Proteção (Mulching): Após a fertilização, proteger o solo com uma camada de palha ou restos de podas/folhas secas. Isto manterá a humidade (poupança de água) e evita que a chuva "lave" os nutrientes.

8. É feita compostagem?

8.1. Se sim, como e com que materiais?

A compostagem é feita num compostor, transformando restos orgânicos em adubo natural, o chamado “ouro castanho”.
O Processo (Como fazemos):
1. Camadas Alternadas: Ensinamos os alunos a equilibrar o "Verde" (Nitrogénio) com o "Castanho" (Carbono) para garantir que o processo não ganhe cheiros e se decomponha corretamente.
2. Arejamento: Os alunos ajudam a revolver a pilha periodicamente com o auxílio de forcados, permitindo que o oxigénio ajude os microrganismos a trabalhar.
3. Humidade: Controlamos a humidade para que o composto esteja sempre como uma "esponja espremida" (ligação direta ao objetivo de poupança e gestão da água).
Materiais Utilizados (O que colocamos):
Materiais Verdes (Nitrogénio) Materiais Castanhos (Carbono)
Cascas de frutas e restos de vegetais (da cantina ou lanches) Folhas secas recolhidas no recinto escolar
Restos de hortícolas da própria horta e da cozinha Pequenos ramos e podas trituradas
Ervas verdes (sem sementes) Papel e cartão (sem tintas tóxicas/plásticos)
Restos de flores frescas Outros elementos biodegradáveis (ex: aparas de lápis de madeira)

9. Quais as culturas / consociações instaladas?

A nossa horta foi planeada com base em consociações favoráveis, onde as plantas se ajudam mutuamente a crescer e a afastar pragas, maximizando o espaço e os nutrientes.
Culturas de Hortícolas:
• Folhas e Raízes: Alfaces, couves, pencas, cebolo e beterrabas.
• Frutos de Verão: Tomate, pepinos, pimentos e courgetes.
• Tubérculos e Leguminosas: Batatas e feijão (o feijão ajuda a fixar nitrogénio no solo, o que beneficia as outras culturas).
Plantas Auxiliares e Aromáticas (Biodiversidade e Proteção):
• Proteção Biológica: Instalámos Cravos-túnicos (Tagetes) e Capuchinhas. Estas flores são cruciais porque atraem polinizadores e afastam nemátodos e pulgões, protegendo especialmente o tomate e o pepino.
• Barreira Aromática: Alfazema, alecrim, erva-cidreira e hortelã. Estas plantas criam uma barreira de odor que confunde os insetos prejudiciais e promove o desenvolvimento da literacia sensorial dos alunos.
________________________________________
???? Exemplos de Consociações que podem destacar:
Se quiserem mostrar um conhecimento mais profundo, podem mencionar estas parcerias que já estão na vossa lista:
1. Tomate + Tagetes (Cravos-túnicos): Os tagetes protegem as raízes do tomate contra parasitas do solo.
2. Feijão + Couves+batatas: O feijão enriquece o solo com nitrogénio, que as couves gostam para crescerem fortes. E as batatas num local onde o solo foi bem preparado com o adubo natural, mas com um pequeno espaço de intervalo das couves para cada uma ter o seu "alimento".
3. Alface + Cebolo: O cheiro do cebolo ajuda a afastar insetos que atacam as folhas tenras da alface.

9.1. Quantidade (kg) aproximada de produtos produzidos:

Ainda não temos resultados totalmente quantificáveis. Os caracois até ao momento têm-se alimentado também muito bem.

9.2. Qual o destino dado aos produtos da horta?

Consumo próprio e venda ou troca com a comunidade educativa e alargada

11. É feita recolha da água da chuva?

11.1. Como é feita a gestão da rega?

A recolha de água está sonhada para o próximo ano letivo. Rega Manual com Regadores: Optámos pelo uso de regadores com crivo fino, especialmente com os alunos mais novos. Isto permite que as crianças controlem a quantidade exata de água para cada planta, evitando o desperdício que ocorre muitas vezes com o uso de mangueiras.
Eficiência e Poupança (Timing)
• Horário Estratégico: A rega é realizada preferencialmente no início da manhã ou ao final da tarde. Nestes períodos, as temperaturas são mais baixas, o que minimiza a perda de água por evaporação e garante que a planta absorva a humidade necessária.
• Monitorização da Humidade: Antes de regar, os alunos fazem o "teste do dedo" no solo. Se a terra ainda estiver húmida abaixo da superfície, a rega é adiada, promovendo uma gestão consciente do recurso.

12. Monitorização de pragas e doenças:

12.1. É feita monitorização de pragas e doenças? Como e com que frequência?

Não temos doenças o que é um excelente indicador de que a nossa preparação do solo e as consociações (como os tagetes e as aromáticas) estão a funcionar muito bem. No entanto e quanto aos caracóis, eles não são apenas uma praga; são a oportunidade perfeita para criar uma estratégia de monitorização ativa com os alunos que está a ser preparada.

12.2. Houve ataques de pragas e/ou doenças?

12.3. Se sim, quais e como foram combatidas?

De caracois. Até ao momento como as crianças dizem que não se deve "matar" os animais fomos apanhando os caracois e foram levados para outro local.

13. Existem animais de criação ligados à horta?

13.1. Se sim, que espécies?

14. Assinale outras atividades que se realizam em torno da horta:

Feira na escola
Feira na comunidade
Confecção de sopas e outros pratos
Concursos
Aulas na horta
Outra

Outra, qual?

14.1. Das que assinalou, descreva até três que considera mais significativas, referindo para cada uma o número de vezes que se realizou durante o ano, número de pessoas envolvidas, tipo de participação dos alunos, impacto na comunidade e outros aspetos relevantes:

Atividade 1:

Descrição:

Penso que todas elas são muito interessantes e importantes. Para as Aulas na horta -
Ao longo do ano letivo realizaram-se cerca de 12 aulas na horta pedagógica, envolvendo aproximadamente 80 alunos ( o nº de alunos reduziu é oscilante) e 10 adultos. Os alunos participaram ativamente na preparação da terra, sementeira, rega, compostagem e colheita dos produtos hortícolas. Estão a participar na rega e manutenção. Esta atividade permitiu desenvolver competências de educação ambiental, trabalho em equipa e alimentação saudável, promovendo o contacto direto com a natureza e uma maior consciência ecológica.

Fotografias:

Atividade 2:

Descrição:

Confeção de sopas e outros pratos
Foram dinamizadas 2 atividades de confeção de sopas e refeições saudáveis utilizando produtos da horta escolar, envolvendo vários alunos, professores e assistentes operacionais. Os alunos participaram na colheita dos alimentos, preparação dos ingredientes e confeção das refeições. Esta atividade contribuiu para sensibilizar a comunidade educativa para hábitos alimentares saudáveis, valorização dos produtos locais e redução do desperdício alimentar.

Fotografias:

Atividade 3:

Descrição:

Feira na escola/comunidade
Realizaram-se 2 feiras escolares outono e primavera, para exposição e venda simbólica de produtos da horta e trabalhos realizados pelos alunos, envolvendo vários participantes entre alunos, famílias e comunidade local. Os alunos participaram na organização dos espaços, divulgação e atendimento. A atividade fortaleceu a ligação entre escola e comunidade, incentivando práticas sustentáveis e valorizando o trabalho desenvolvido no projeto da horta escolar.

Fotografias:

15. Outros aspetos de realce da horta:

A horta favoreceu o aumento da biodiversidade na escola, com o aparecimento de minhocas, borboletas e abelhas, permitindo aos alunos observar e compreender a importância destes seres vivos para a fertilidade do solo, a polinização e o equilíbrio ambiental.

15.1. Link para a página da horta: