Hortas Bio nas Eco-Escolas
Edição 2025/26
Escola EB 2,3 Dr. José Neves Júnior (Faro)
A Nossa Horta Bio
Horta pequena (até 50m²)
saber mais sobre a nossa horta bio
questionário
1. Há quanto tempo existe uma horta na escola?
2. Área aproximada da horta (m²):
3. Quem trata da horta?
3.1. N.º de professores envolvidos:
3.2. Disciplinas que mais participam na dinâmica da horta:
3.3. N.º de alunos envolvidos:
3.4. N.º de funcionários da Escola envolvidos:
4. As famílias são envolvidas?
4.1. Como e com que frequência?
Ao longo do ano letivo, o envolvimento das famílias manteve-se de forma regular e contínua. Semanalmente, as famílias das turmas 8.º C, 5.º D e 5.º C enviam, através dos seus educandos, resíduos orgânicos como cascas de fruta, borras de café, cascas de ovos e restos de hortícolas, nomeadamente de couves, no âmbito da dinamização do projeto “Ciclo das Cascas”.
Estes resíduos são posteriormente utilizados na produção de composto, aplicado na horta bio pedagógica, promovendo a economia circular e a valorização dos resíduos orgânicos. Todo o processo é devidamente monitorizado no âmbito do projeto.
5. Apresentar exemplos do impacto da horta na comunidade e nos alunos:
Os alunos participaram ativamente em todas as fases do projeto, desenvolvendo competências práticas e científicas através da preparação da terra, sementeiras, plantação, rega, manutenção das culturas e colheita. O contacto direto com o ciclo de produção permitiu a aquisição de conhecimentos relacionados com a sustentabilidade, os ciclos de vida e a importância de uma alimentação saudável.
A dimensão comunitária foi igualmente relevante, destacando-se a realização de quatro mercadinhos biológicos, que decorreram na sala de professores e no jardim da escola. Nestes momentos, foram vendidos produtos como chá, alfaces, cebolas, morangos, favas, ervilhas, salsa, coentros, hortelã, acelgas, tomate e pimentos, promovendo o contacto direto entre produção sustentável e comunidade escolar e incentivando hábitos de consumo responsáveis.
O projeto promoveu ainda o envolvimento das famílias, através da cedência de sementes e materiais orgânicos, bem como o desenvolvimento do projeto “Ciclo das Cascas”, que reforçou práticas de economia circular e valorização de resíduos.
A nível interdisciplinar, os alunos desenvolveram atividades em diferentes áreas: em Educação Visual e Artes Plásticas, pintaram e decoraram os canteiros inspirados no artista Romero Britto, valorizando a dimensão estética e criativa do espaço; em Educação Tecnológica, construíram espantalhos e participaram na organização/trabalhos da horta; e em Ciências Naturais exploraram conteúdos relacionados com os ciclos de vida, o solo e a sustentabilidade.
Os canteiros foram organizados por 4 turmas e pela Educação Especial, promovendo a inclusão, o trabalho colaborativo e a valorização das diferentes capacidades.
A horta foi visitada pela Bruga/Hortas LX que parabenizaram todos os envolvidos pelo excelente trabalho.
Em síntese, a horta revelou-se um projeto de elevado impacto educativo, social, ambiental e comunitário, reforçando a ligação entre escola, famílias e comunidade.
6. Como é organizada a manutenção da horta e a repartição de tarefas?
Os canteiros estão distribuídos por turmas e pela Educação Especial, sendo cada grupo responsável pela gestão completa do seu espaço. Cada turma assegura todas as tarefas necessárias no seu canteiro, incluindo preparação do solo, sementeiras, plantação, rega, limpeza, manutenção e colheita.
As regas são organizadas de forma rotativa dentro de cada turma, permitindo que todos os alunos participem de forma equitativa e assumam responsabilidades no cuidado diário das culturas. Também as atividades de apoio aos mercadinhos biológicos são realizadas em regime rotativo, promovendo a participação organizada dos alunos nas tarefas de colheita, seleção e venda dos produtos.
Os alunos trabalham em equipa, com distribuição de funções, promovendo a cooperação, o sentido de responsabilidade e a autonomia. O projeto inclui ainda tarefas específicas como a produção de composto no âmbito do “Ciclo das Cascas”, produção de chorume, um biofertilizante líquido que, ao ser utilizado na horta escolar, devolve nutrientes vitais ao solo e fecha o ciclo da matéria orgânica. Construíram estruturas de proteção, como espantalhos e a decoração dos canteiros, da responsabilidade das várias turmas envolvidas, bem como fizeram placas para identificação das culturas da horta.
Esta organização garante uma gestão eficiente da horta, promove aprendizagens práticas contínuas e reforça valores de cidadania, cooperação e sustentabilidade.
7. Como é feita a preparação do solo?
Inicialmente, procedeu-se à colocação da terra nos canteiros, sendo esta fornecida pelas famílias e colocada pelos alunos, que a nivelam e organizam adequadamente.
Seguiu-se a mobilização do solo, através da sua escarificação e revolvimento, de forma a melhorar a aeração e a estrutura do terreno, favorecendo o desenvolvimento das culturas.
A fertilização do solo foi realizada com recurso a composto orgânico, proveniente de duas fontes, composto fornecido pelas famílias e composto produzido na escola no âmbito do projeto “Ciclo das Cascas” e vermicompostagem, resultante da valorização de resíduos orgânicos. Ambos são incorporados pelos alunos no solo, promovendo práticas sustentáveis e o enriquecimento da terra.
Após esta preparação, os alunos realizam as sementeiras e posteriormente a plantação e transplantação das culturas, dando início ao ciclo produtivo da horta.
8. É feita compostagem?
8.1. Se sim, como e com que materiais?
São utilizados resíduos orgânicos recolhidos semanalmente pelos alunos e famílias, nomeadamente cascas de fruta, cascas de legumes, restos de hortícolas, borras de café e cascas de ovos, que os entregam na escola todas as segundas- feiras, pela manhã. Também são utilizados os resíduos orgânicos do refeitório da escola. Existem tabelas de monitorização. Estes materiais são colocados nos compostores próprios instalados na escola, onde ocorre o processo de decomposição natural.
O composto resultante é posteriormente utilizado na fertilização dos canteiros da horta biopedagógica, promovendo a economia circular, a redução de resíduos e práticas agrícolas sustentáveis. A utilização do vermicompostor pela turma 8.ºC permite operacionalizar as aprendizagens essenciais de Ciências Naturais ao promover a gestão sustentável de resíduos através da reciclagem de matéria orgânica. Através deste processo, os alunos acompanham o processo de decomposição, a produção de chorume, um biofertilizante líquido que, ao ser utilizado na horta escolar, devolve nutrientes vitais ao solo e fecha o ciclo da matéria orgânica.
Esta atividade prática incentiva a adoção de comportamentos de cidadania ativa, demonstrando como a aplicação da ciência e da tecnologia pode contribuir para alcançar as metas de um desenvolvimento sustentável e proteger o equilíbrio dos ecossistemas locais.
9. Quais as culturas / consociações instaladas?
Entre as culturas hortícolas destacam-se: couve, alface, beterraba, acelga, cebola, alho, abóbora, morangueiro, tomateiros, pimenteiros, espinafres e leguminosas (favas e ervilhas), curgetes entre outras.
As plantas aromáticas e medicinais incluem: hortelã, salsa, lúcia- lima, coentros, erva-príncipe e outras plantas utilizadas para infusões e aromatização culinária, tendo sido instaladas e mantidas tendo em atenção as consociações hortícolas adequadas, seguindo os princípios da horticultura biológica, nomeadamente:
- couve com alho ou cebola, contribuindo para a redução natural de algumas pragas;
- morangueiro com alho, ajudando ao equilíbrio do sistema e à proteção fitossanitária;
- favas e ervilhas com culturas de folha como couve e acelga, promovendo a fixação de azoto no solo e a melhoria da sua fertilidade;
- tomilho e alecrim, com as couves para repelir a mosca e a lagarta;
- A hortelã foi plantada tendo em atenção as consociações hortícolas adequadas, funcionando como planta aromática protetora e contribuindo para a atração de insetos auxiliares e o equilíbrio do ecossistema da horta.
A horta integra ainda um hotel de insetos, que promove a presença de insetos auxiliares, fundamentais para o controlo biológico de pragas e para a polinização.
Existe também um lago, que contribui para o equilíbrio ecológico do espaço, aumentando a biodiversidade e criando habitat para fauna útil.
Estas práticas permitem uma gestão sustentável da horta, baseada em princípios de agricultura biológica, reduzindo a necessidade de intervenções externas e promovendo aprendizagens significativas em contexto real.
9.1. Quantidade (kg) aproximada de produtos produzidos:
Ao longo do ano, foram colhidas várias dezenas de quilogramas de produtos hortícolas, distribuídos por diferentes colheitas, incluindo alfaces, alhos, couves, tomate, pimentos, cebolas, favas, ervilhas, beterrabas, morangos e aromáticas.
A produção foi sendo utilizada de forma faseada, sobretudo nos mercadinhos biológicos e em atividades pedagógicas, não existindo uma produção única contínua, mas sim colheitas regulares ao longo do ciclo da horta. Contudo estima-se à volta de 50kg.
9.2. Qual o destino dado aos produtos da horta?
11. É feita recolha da água da chuva?
11.1. Como é feita a gestão da rega?
Cada turma é responsável pela rega do seu canteiro, assegurando a sua realização regular de acordo com as necessidades das culturas e as condições meteorológicas. As tarefas são distribuídas de forma equitativa, permitindo a participação de todos os alunos.
Sempre que possível, é feita uma gestão consciente da água, ajustando a rega às necessidades reais das plantas. Pontualmente, a água da chuva é recolhida em baldes, sendo posteriormente reutilizada na rega dos canteiros, promovendo práticas de sustentabilidade e de utilização responsável dos recursos hídricos.
12. Monitorização de pragas e doenças:
12.1. É feita monitorização de pragas e doenças? Como e com que frequência?
Assim, a monitorização é contínua, preventiva e baseada em práticas sustentáveis.
12.2. Houve ataques de pragas e/ou doenças?
12.3. Se sim, quais e como foram combatidas?
Registou-se apenas, pontualmente, um ataque de bichos-de-conta nos morangueiros, tendo sido aplicada uma medida simples de controlo físico, através da colocação de plástico sob as plantas, de forma a reduzir o contacto com o solo. Algumas faveiras ficaram com piolho e fomos aconselhados por especialistas na área a retirá-las do canteiro.
Utilizámos o chorume para prevenir doenças nas plantas, atuando como um biofertilizante e defensivo agrícola natural.
Os espantalhos também afastaram os pássaros.
13. Existem animais de criação ligados à horta?
13.1. Se sim, que espécies?
14. Assinale outras atividades que se realizam em torno da horta:
Outra, qual?
14.1. Das que assinalou, descreva até três que considera mais significativas, referindo para cada uma o número de vezes que se realizou durante o ano, número de pessoas envolvidas, tipo de participação dos alunos, impacto na comunidade e outros aspetos relevantes:
Atividade 1:
Descrição:
Estas atividades realizaram-se 2 vezes ao longo do ano letivo, envolvendo 13 turmas, os membros do conselho Eco-escolas e parceiros na comunidade, totalizando cerca de 600 pessoas. Os alunos participaram ativamente na plantação de árvores e outras espécies, bem como na preparação do solo e rega. Esta atividade teve um forte impacto na comunidade escolar, promovendo a sensibilização para a importância das árvores, da biodiversidade e da sustentabilidade ambiental, sendo também um momento de envolvimento simbólico da escola em datas comemorativas.
Fotografias:
Atividade 2:
Descrição:
Esta atividade foi desenvolvida ao longo do ano, envolvendo cerca de 70 alunos, em diferentes momentos do trabalho.
No âmbito da Educação Visual e Artes Plásticas, os alunos realizaram a pintura e decoração dos canteiros da horta, inspirada no artista Romero Britto, valorizando a dimensão estética e criativa do espaço e tornando a horta mais apelativa para toda a comunidade escolar.
Em paralelo, foram construídos espantalhos com materiais diversos, promovendo a criatividade, a reutilização de materiais e a proteção das culturas.
Os alunos desenvolveram ainda a criação de placas identificativas das culturas, contribuindo para a organização da horta, para a aprendizagem das espécies cultivadas e para a sua identificação por toda a comunidade escolar.
Estas atividades tiveram um forte impacto na valorização estética e funcional da horta, reforçando o sentido de pertença dos alunos e a ligação da comunidade escolar ao espaço.
Fotografias:
Atividade 3:
Descrição:
Os alunos participaram ativamente em todas as fases da atividade, desde a colheita, seleção e preparação dos produtos da horta, até à organização dos espaços de venda, decoração de caixas e cestos, elaboração do preçário, exposição e comercialização dos produtos. A participação foi organizada de forma rotativa, permitindo o envolvimento de diferentes alunos nas diversas tarefas e promovendo o sentido de responsabilidade, cooperação e autonomia.
Os mercadinhos decorreram na sala de professores e no jardim da escola, proporcionando momentos de proximidade e partilha entre alunos, docentes, assistentes operacionais, encarregados de educação e restante comunidade educativa. Todos tiveram oportunidade de adquirir os produtos cultivados na horta escolar, reforçando a ligação entre a escola e a comunidade.
Foram disponibilizados diversos produtos hortícolas e aromáticos frescos, tais como chás, alfaces, beterrabas, cebolas, alhos, morangos, acelgas, espinafres, couves, ervas aromáticas, tomates e pimentos, incentivando o consumo de alimentos saudáveis, frescos e produzidos de forma biológica.
A iniciativa teve um impacto muito positivo na comunidade escolar, sensibilizando para a importância da agricultura biológica, da sustentabilidade e de hábitos alimentares equilibrados. Contribuiu igualmente para a valorização do trabalho desenvolvido pelos alunos, que puderam acompanhar todo o processo, desde a produção até à venda dos produtos, compreendendo melhor o valor dos alimentos e a importância de práticas agrícolas sustentáveis.
O valor obtido através das vendas foi reinvestido na horta escolar, sendo utilizado na aquisição de sementes, plantas e outros materiais necessários à manutenção e desenvolvimento do projeto.
Fotografias:
15. Outros aspetos de realce da horta:
Ao longo do ano letivo, os alunos participaram ativamente em todas as etapas do projeto, desde a preparação do solo, sementeira e manutenção da horta até à colheita e dinamização dos mercadinhos biológicos. Esta participação promoveu competências como autonomia, responsabilidade, cooperação, criatividade e trabalho em equipa, sensibilizando simultaneamente para a sustentabilidade, agricultura biológica e alimentação saudável.
As Artes tiveram também um papel importante através da criação de cartazes, pintura das caixas de madeira(canteiros), identificação das culturas, construção de espantalhos, elaboração de preçários e decoração dos espaços dos mercadinhos biológicos, associando a expressão artística à educação ambiental e à reutilização de materiais.
O projeto contou com o envolvimento ativo do Conselho Eco-Escolas e com a colaboração de parceiros da comunidade, como a Plantalgarve e a Bruga/Hortas LX, que contribuíram com apoio técnico, materiais e partilha de conhecimentos, reforçando a ligação entre a escola e a comunidade envolvente.
Destaca-se ainda a participação dos alunos do Centro de Apoio à Aprendizagem e da Educação Especial, promovendo a inclusão, a valorização das capacidades individuais e o desenvolvimento de competências sociais e de autonomia.
Os mercadinhos biológicos e as restantes atividades associadas à horta fortaleceram a ligação entre escola e família, criando momentos de partilha e convívio entre toda a comunidade educativa. O valor obtido através das vendas foi reinvestido na própria horta, garantindo a continuidade, crescimento e sustentabilidade do projeto.
A horta pedagógica revelou-se, também, um importante espaço de bem-estar e equilíbrio emocional. O contacto com a Natureza, a terra e as plantas ajudou muitos alunos a acalmar, melhorar a concentração e desenvolver atitudes mais tranquilas e cooperativas. Para além das aprendizagens, a horta proporcionou momentos de relaxamento, partilha e bem-estar, contribuindo positivamente para o comportamento, autoestima e desenvolvimento emocional dos alunos.
15.1. Link para a página da horta:


































