saber mais sobre a nossa horta bio
questionário
1. Há quanto tempo existe uma horta na escola?
A horta da nossa escola teve o seu início no ano letivo anterior(24/25), momento em que foi implementada e começou a ser dinamizada junto da comunidade escolar.
2. Área aproximada da horta (m²):
13,50 metros quadrados
3. Quem trata da horta?
3.1. N.º de professores envolvidos:
3
3.2. Disciplinas que mais participam na dinâmica da horta:
No 1ºciclo:estudo do meio, matemática, português. No pré-esc:conhecimento do mundo,expressão motora
3.3. N.º de alunos envolvidos:
51 (16 do pré-escolar e 35 do 1º ciclo).
3.4. N.º de funcionários da Escola envolvidos:
4 (2 do pré-escolar e 2 do 1º ciclo).
4. As famílias são envolvidas?
4.1. Como e com que frequência?
O envolvimento das famílias é frequente. Esta parceria destaca-se pela colaboração ativa na infraestrutura feita com paletes reutilizadas por um avô de uma criança. Além disso, as famílias participaram através do fornecimento regular de sementes e plantas, bem como na cedência de ferramentas de jardinagem próprias para crianças, garantindo que os alunos têm o equipamento adequado para trabalhar a terra com segurança e autonomia.
5. Apresentar exemplos do impacto da horta na comunidade e nos alunos:
O impacto da horta na nossa comunidade escolar manifesta-se, sobretudo, na mudança de atitudes e no bem-estar dos alunos. Observamos um entusiasmo crescente e uma enorme curiosidade pelo ciclo de vida dos alimentos, com as crianças a demonstrarem um interesse genuíno em mexer na terra, semear e cuidar das plantas. O ato diário de regar tornou-se um momento de grande satisfação, onde os alunos aprendem a ter paciência para observar o crescimento e a valorizar o esforço necessário para produzir comida saudável. Esta ligação direta à natureza promoveu uma melhor literacia alimentar, tornando as crianças muito mais recetivas a provar e comer legumes que elas próprias ajudaram a cultivar. Além disso, a horta funciona como um espaço de união e calma, onde a cooperação entre colegas surge naturalmente enquanto trabalham em conjunto. Este entusiasmo chega às famílias, que reportam que os alunos agora partilham em casa o que aprenderam sobre a importância de cuidar do solo e da água, tornando-se pequenos embaixadores da sustentabilidade na comunidade.
6. Como é organizada a manutenção da horta e a repartição de tarefas?
A manutenção da horta é organizada de forma colaborativa e dinâmica, aproveitando a escala humana da nossa escola para uma gestão próxima e flexível. Não existe um cronograma rígido de tarefas, uma vez que a comunicação entre toda a equipa e alunos é constante, permitindo-nos adaptar os trabalhos às necessidades imediatas da horta e ao ritmo das atividades letivas. Ao longo da semana, as tarefas de rega, limpeza e sementeira são partilhadas naturalmente entre todos, garantindo que vários grupos tenham momentos de participação ativa. Esta repartição informal de tarefas promove um sentido de responsabilidade partilhada, onde todos se sentem cuidadores do espaço e comunicam entre si para assegurar que a horta se mantém saudável e produtiva.
7. Como é feita a preparação do solo?
A preparação do solo foi um processo participativo, que marcou o reinício das atividades da horta de forma consistente. No início do projeto, procedeu-se à limpeza do espaço, retirando as plantações anteriores para que a terra pudesse ser integralmente mexida e arejada através da técnica de cavar. Para enriquecer o solo de forma natural, utilizámos o composto produzido no nosso próprio compostor, misturando-o com terra de qualidade para garantir os nutrientes necessários às novas plantações. Após esta preparação, replantámos as espécies existentes e, desde então, o solo tem sido ajustado conforme as necessidades específicas que vão surgindo. As crianças estiveram envolvidas em todas as etapas, desde o revolver da terra até à mistura do composto, compreendendo na prática a importância de um solo saudável e fértil para o sucesso da horta biológica.
8.1. Se sim, como e com que materiais?
A escola realiza a compostagem de forma ativa, utilizando um compostor de plástico preto especificamente concebido para este fim. O processo é feito por uma mistura equilibrada de materiais: depositamos resíduos "verdes", como os restos de vegetais e frutas crus provenientes das refeições e lanches, e resíduos "acastanhados", como folhas secas e pequenos ramos da limpeza do jardim. Todo este material é colocado no compostor, onde os alunos acompanham a transformação destes resíduos em composto orgânico. Este ciclo fecha-se quando utilizamos o fertilizante produzido para enriquecer o solo da nossa horta.
9. Quais as culturas / consociações instaladas?
As culturas instaladas na nossa horta incluem uma diversidade de hortícolas e aromáticas, tais como feijões, morangos, couves, alfaces, cenouras, alecrim, salsa e entre outras. Apostamos na prática das consociações para promover o equilíbrio do ecossistema e a saúde das plantas de forma natural.
9.1. Quantidade (kg) aproximada de produtos produzidos:
Estimativa de um a dois kg por produto.
9.2. Qual o destino dado aos produtos da horta?
O destino primordial dos produtos colhidos na nossa horta é o refeitório escolar. Esta integração permite que as crianças saboreiem o resultado direto do seu trabalho, reforçando bons hábitos alimentares. No entanto, sempre que a produção excede as necessidades do refeitório, os produtos são distribuídos pelos alunos para que possam ser consumidos em casa com as famílias ou, ocasionalmente, organizamos uma pequena feirinha na escola. (pode ser ainda feito) Esta dinâmica permite não só evitar o desperdício alimentar, mas também angariar pequenos fundos para a compra de novas sementes ou ferramentas, fechando o ciclo de sustentabilidade do projeto.
11. É feita recolha da água da chuva?
11.1. Como é feita a gestão da rega?
O nosso método principal consiste na recolha e aproveitamento da água da chuva, que é armazenada e utilizada enquanto as reservas o permitem. Quando esta fonte não é suficiente, recorremos a um ponto de água próximo da horta equipado com uma mangueira. No entanto, para garantir uma rega controlada e evitar o desperdício, utilizamos a mangueira apenas para encher o regador, permitindo que as crianças realizem a rega. Esta prática não só assegura que as culturas recebem a humidade necessária, como serve de lição prática sobre o valor da água e a importância de usar este recurso com moderação.
12. Monitorização de pragas e doenças:
12.1. É feita monitorização de pragas e doenças? Como e com que frequência?
Não.
12.2. Houve ataques de pragas e/ou doenças?
12.3. Se sim, quais e como foram combatidas?
13. Existem animais de criação ligados à horta?
13.1. Se sim, que espécies?
14. Assinale outras atividades que se realizam em torno da horta:
Feira na escola
Feira na comunidade
Confecção de sopas e outros pratos
Concursos
Aulas na horta
Outra
14.1. Das que assinalou, descreva até três que considera mais significativas, referindo para cada uma o número de vezes que se realizou durante o ano, número de pessoas envolvidas, tipo de participação dos alunos, impacto na comunidade e outros aspetos relevantes:
Atividade 1:
Descrição:
A atividade foi a Renovação do Morangueiro. Esta atividade realizou-se uma vez e focou-se na reabilitação e melhoria do canteiro de morangueiros existente desde o ano letivo anterior, envolvendo todos os alunos do primeiro e segundo ano. O tipo de participação dos alunos foi fundamental para garantir a sobrevivência das plantas. As crianças aprenderam que, para voltarem a ter frutos este ano, não bastava observar, era necessário agir. Assim, participaram ativamente na limpeza das plantas antigas, retirando folhas secas e ervas daninhas, e na replantação estratégica dos estolhos para dar mais espaço e vigor à cultura. Aprenderam também a importância de preparar o solo com novo composto antes de voltar a colocar as plantas, garantindo que os morangueiros tivessem os nutrientes necessários para uma nova época de produção. Os alunos compreenderam que a natureza tem ciclos e que o sucesso de uma colheita depende da consistência do trabalho realizado durante todo o ano. Outros aspetos relevantes incluíram a promoção da autonomia e da responsabilidade.
Atividade 2:
Descrição:
Esta atividade realizou-se como uma aula de campo no exterior, envolvendo todos as criança do pré-escolar. A atividade teve como objetivo principal a monitorização das espécies cultivadas e o desenvolvimento de competências de investigação. O tipo de participação dos alunos foi dinâmico e exploratório. Equipados com dispositivos para registo, as crianças percorreram o exterior para identificar as diferentes espécies. Um dos focos principais da horta escolar foi o morangueiro, onde os alunos puderam observar as características das folhas e das flores. Após tirarem fotografias das plantas, as crianças realizaram uma pesquisa orientada para aprofundar o conhecimento sobre aquela espécie. O processo culminou com a elaboração de um registo, onde associaram a fotografia ao conhecimento adquirido. Esta atividade permitiu transformar uma simples planta, como o morangueiro, num objeto de estudo real e motivador.
Atividade 3:
Descrição:
A atividade experimental de germinação do feijão realizou-se como um ciclo contínuo, iniciando-se com uma sessão de sementeira em sala e prolongando-se por várias semanas de observação diária até à fase final de transplantação. Envolveu a totalidade dos alunos (dezasseis alunos do pré-escolar). O tipo de participação dos alunos foi de total autonomia. Cada criança preparou o seu próprio recipiente de germinação (copo com algodão), selecionou a semente e assumiu a responsabilidade pela rega. Ao longo dos dias, os alunos observaram as fases de crescimento, desde o aparecimento da radícula até às primeiras folhas, desenvolvendo competências de observação científica e paciência. O impacto na comunidade foi muito positivo, uma vez que as crianças partilharam entusiasticamente em casa as descobertas feitas no "seu" feijoeiro, levando as famílias a acompanhar o processo. Foram também partilhadas fotografias deste processo e do resultado com os encarregados de educação. O culminar da atividade foi a transplantação para a horta, onde os alunos aprenderam a técnica de mudar a planta para o solo definitivo. Este processo reforçou a ligação afetiva dos alunos com a horta, pois passaram a cuidar de uma planta que viram "nascer", consolidando a aprendizagem sobre o ciclo de vida dos seres vivos e a importância da produção local de alimentos.
15. Outros aspetos de realce da horta:
Um dos aspetos de maior realce este ano foi a revitalização estética e visual do espaço da horta através da pintura do muro envolvente. Esta ação, que nasceu da articulação com outro projeto do programa Eco-Escolas, transformou completamente a dinâmica do local. O que antes era um muro simples e branco, tornou-se um mural colorido e cheio de vida que deu um novo destaque àquele "cantinho" da escola. Esta intervenção artística teve um impacto imediato na visibilidade da horta, pois o espaço tornou-se muito mais atrativo e convidativo, passando a ser um local de passagem obrigatória, mais observado e valorizado por toda a comunidade educativa, incluindo pais. Este realce visual ajudou a dignificar o trabalho agrícola dos alunos, tornando a horta não apenas um local de produção biológica, mas também um ponto de orgulho estético e um símbolo do compromisso da escola com a harmonia entre a arte e a sustentabilidade ambiental.
15.1. Link para a página da horta:
https://www.facebook.com/share/p/1MFQRTSd8u/?mibextid=wwXIfr