Hortas Bio nas Eco-Escolas
Edição 2025/26
Escola de Hotelaria e Turismo do Porto (Porto)
A Nossa Horta Bio
Horta pequena (até 50m²)
saber mais sobre a nossa horta bio
questionário
1. Há quanto tempo existe uma horta na escola?
2. Área aproximada da horta (m²):
3. Quem trata da horta?
3.1. N.º de professores envolvidos:
3.2. Disciplinas que mais participam na dinâmica da horta:
3.3. N.º de alunos envolvidos:
3.4. N.º de funcionários da Escola envolvidos:
4. As famílias são envolvidas?
4.1. Como e com que frequência?
- Oficinas abertas, que estimulam a partilha de conhecimento e a aprendizagem colaborativa;
- Atividades comunitárias, que reforçam os laços sociais e a coesão local;
- Parcerias com entidades locais, potenciando sinergias e impacto sustentável;
- Projetos de voluntariado, que incentivam o sentido de responsabilidade social e cidadania ativa.
Estas ações decorrem ao longo de todo o ano, com uma participação pontual, flexível e estratégica, ajustada às oportunidades emergentes e às necessidades identificadas, garantindo assim uma intervenção pertinente, relevante e transformadora.
5. Apresentar exemplos do impacto da horta na comunidade e nos alunos:
Simultaneamente, constitui um espaço privilegiado para a adoção de práticas de sustentabilidade e de economia circular, onde os recursos são valorizados, reaproveitados e geridos de forma responsável, fomentando uma cultura de respeito pelo meio ambiente.
No contexto formativo, a horta contribui ativamente para o desenvolvimento de competências técnicas e práticas alinhadas com o setor da hotelaria, nomeadamente ao nível da seleção, utilização e valorização de produtos frescos e sazonais, reforçando a ligação entre a produção e a gastronomia.
Para além disso, este espaço promove o bem-estar físico e emocional, proporcionando o contacto direto com a natureza e criando oportunidades de aprendizagem ao ar livre, fundamentais para o equilíbrio e desenvolvimento pessoal dos alunos.
Finalmente, destaca-se o seu forte impacto social, permitindo a doação de excedentes a entidades locais, o que reforça o espírito de solidariedade, responsabilidade social e ligação à comunidade, traduzindo-se numa intervenção concreta, útil e transformadora.
6. Como é organizada a manutenção da horta e a repartição de tarefas?
A estrutura de gestão integra:
- Gestor da horta, responsável pela supervisão global e definição estratégica;
- Coordenador, que assegura a articulação entre equipas e a operacionalização das atividades;
- Grower (apoio técnico especializado), que orienta as práticas agrícolas e assegura a aplicação de metodologias sustentáveis;
- Equipa de campo (alunos), elemento central do projeto, responsável pela execução das tarefas e pela aprendizagem prática em contexto real.
As atividades são distribuídas de forma equilibrada e planificada, promovendo a autonomia, a responsabilidade e o trabalho em equipa. Entre as principais tarefas destacam-se:
- Manutenção regular da horta — limpeza, sementeira, rega e colheita, realizadas com periodicidade semanal;
- Compostagem e gestão de resíduos, assegurando a valorização de matéria orgânica e o cumprimento de princípios de economia circular;
- Monitorização e registo de atividades, permitindo o acompanhamento do desenvolvimento das culturas e a avaliação contínua do projeto.
Este modelo organizacional não só garante a sustentabilidade e produtividade da horta, como também promove o desenvolvimento de competências técnicas, sentido de responsabilidade e consciência ambiental nos alunos, consolidando o seu papel enquanto agentes ativos de mudança.
7. Como é feita a preparação do solo?
O processo inicia-se com um diagnóstico aprofundado do terreno, onde se analisam cuidadosamente fatores como o tipo e a estrutura do solo, os níveis de fertilidade, a drenagem e a exposição solar. Esta abordagem permite compreender o ecossistema existente e tomar decisões informadas, respeitando a identidade natural do espaço.
Com base nesta leitura técnica e sensível, procede-se a um planeamento estratégico das culturas, orientado por princípios de sazonalidade, rotação e complementaridade entre espécies. Este planeamento promove não só a produtividade, mas também a biodiversidade e o equilíbrio ecológico, transformando a horta num sistema vivo, resiliente e sustentável.
Segue-se a preparação física do solo, que integra:
- Limpeza criteriosa, com remoção seletiva de resíduos e controlo de infestantes, preservando a integridade do solo;
- Mobilização consciente, melhorando a sua estrutura, capacidade de aeração e retenção de água, sem comprometer a vida microbiana;
- Fertilização natural, baseada na incorporação de matéria orgânica e compostos produzidos localmente, fechando ciclos e reduzindo o impacto ambiental.
Todo o processo é orientado por práticas agrícolas sustentáveis, onde se privilegia o respeito pelos ritmos da natureza, a regeneração do solo e a valorização de recursos endógenos. Mais do que preparar a terra, prepara-se um espaço de transformação — onde os alunos aprendem, experimentam e desenvolvem uma consciência ambiental profunda.
Assim, cada intervenção no solo torna-se não apenas um gesto técnico, mas um ato educativo e inspirador, que semeia conhecimento, responsabilidade e compromisso com um futuro mais sustentável.
8. É feita compostagem?
8.1. Se sim, como e com que materiais?
A sua implementação baseia-se na recolha seletiva de resíduos orgânicos provenientes das cozinhas e da pastelaria, garantindo o reaproveitamento de subprodutos que, de outra forma, seriam desperdiçados. A estes juntam-se restos vegetais da própria horta, criando um circuito fechado e sustentável.
Para assegurar a qualidade do composto, é realizada uma mistura equilibrada entre matéria verde (rica em azoto) e matéria seca (rica em carbono), promovendo as condições ideais para a decomposição natural. Este equilíbrio é essencial para garantir um composto saudável, livre de odores e altamente nutritivo para o solo.
O processo é acompanhado de forma contínua através de um registo sistemático da compostagem, que permite monitorizar a evolução, controlar as condições (humidade, arejamento) e reforçar a componente pedagógica, envolvendo os alunos numa aprendizagem prática e consciente.
Mais do que uma técnica, a compostagem é aqui entendida como um instrumento educativo e transformador, que sensibiliza para a redução do desperdício, promove a responsabilidade ambiental e reforça a ligação entre produção, consumo e regeneração.
Assim, cada resíduo é reinterpretado como um recurso, contribuindo para um modelo mais sustentável e para a formação de cidadãos mais conscientes, ativos e comprometidos com o futuro.
9. Quais as culturas / consociações instaladas?
Entre as culturas instaladas, destacam-se hortícolas e aromáticas de elevada relevância para o contexto formativo e gastronómico, como tomate, beringela e pimento, a par de alfaces, couves, cenouras, cebolas e alho-francês, bem como uma variedade de ervas aromáticas, incluindo salsa, coentros, manjericão, hortelã e tomilho.
A gestão da horta privilegia a prática de consociações culturais, estrategicamente planeadas para potenciar sinergias naturais entre plantas, melhorar a utilização dos recursos e reduzir a incidência de pragas e doenças. Entre os exemplos implementados, evidenciam-se:
- Tomateiros consociados com manjericão e cravos‑túnicos, favorecendo o crescimento e contribuindo para a proteção natural contra pragas;
- Beringela e pimento, integrados no mesmo sistema de culturas compatíveis, beneficiando de condições semelhantes de desenvolvimento;
- Rabanetes colocados estrategicamente afastados dos pimenteiros, prevenindo interferências negativas e promovendo um crescimento mais equilibrado;
Alface associada ao alho‑francês, permitindo uma ocupação eficiente do solo e complementaridade nos ciclos produtivos;
- Couves acompanhadas de tomilho, reforçando a proteção biológica e ajudando a afastar pragas de forma natural.
Para além destas, são desenvolvidas outras consociações adaptadas à sazonalidade e às necessidades do projeto, sempre com o objetivo de promover a biodiversidade funcional, melhorar a fertilidade do solo e aumentar a resiliência do sistema agrícola.
Estas consociações são definidas com base em conhecimento técnico e observação prática, permitindo criar um ecossistema agrícola equilibrado, sustentável e altamente produtivo.
Para além do seu valor produtivo, esta diversidade de culturas e interações constitui uma ferramenta pedagógica essencial, possibilitando aos alunos compreender, de forma prática, os princípios da agroecologia, da biodiversidade e da sustentabilidade aplicada.
Assim, a horta transforma-se num espaço vivo de experimentação e aprendizagem, onde cada cultura e cada associação são cuidadosamente pensadas, contribuindo para um sistema integrado, inovador e inspirado pelos ritmos da natureza.
9.1. Quantidade (kg) aproximada de produtos produzidos:
9.2. Qual o destino dado aos produtos da horta?
Uma parte significativa da produção é integrada no uso pedagógico em contexto de aula, nomeadamente nas áreas de cozinha, pastelaria e bar, permitindo aos alunos trabalhar com ingredientes frescos, sazonais e de origem controlada. Esta ligação direta entre produção e aplicação culinária reforça competências técnicas, sensibilidade gastronómica e consciência sobre a origem dos alimentos.
Paralelamente, os produtos são também utilizados em atividades formativas complementares, como workshops, demonstrações e eventos, potenciando experiências práticas enriquecedoras e promovendo a interdisciplinaridade.
Sempre que se verificam excedentes, estes são canalizados para a doação a entidades sociais locais, contribuindo para o apoio a comunidades mais vulneráveis e reforçando o compromisso do projeto com a responsabilidade social e a solidariedade.
Desta forma, assegura-se uma gestão eficiente e sustentável da produção, onde cada produto é valorizado ao máximo, integrando um ciclo virtuoso que une formação, sustentabilidade e impacto comunitário.
11. É feita recolha da água da chuva?
11.1. Como é feita a gestão da rega?
Esta gestão é realizada de forma planeada, eficiente e sustentável, seguindo os princípios das boas práticas agrícolas e promovendo o uso responsável dos recursos hídricos.
Como é realizada
A rega é adaptada às necessidades específicas de cada cultura e às condições ambientais, tendo em conta fatores como:
tipo de planta
fase de desenvolvimento
condições climáticas (temperatura, exposição solar)
características do solo e retenção de água
A execução inclui:
Rega manual e supervisionada nos canteiros, permitindo um controlo direto e evitando desperdícios;
Planeamento regular integrado nas tarefas da equipa, garantindo consistência e acompanhamento contínuo;
Monitorização visual do estado hídrico das plantas, ajustando a frequência e quantidade de rega conforme necessário;
Sistema de GrowBeds (Camas de Cultivo)
As grow beds representam uma solução eficiente e sustentável no sistema de rega da horta.
Estas camas de cultivo funcionam com um sistema de reserva de água na base, permitindo:
irrigação por capilaridade (a água sobe gradualmente até às raízes)
redução significativa do consumo de água
menor necessidade de rega frequente
maior estabilidade hídrica para as plantas
Este sistema evita perdas por evaporação e lixiviação, garantindo que a água é utilizada de forma otimizada e inteligente.
Frequência
Rega e monitorização: integrada nas tarefas semanais da equipa de campo
Ajustes: realizados continuamente, de acordo com as necessidades das culturas e condições climáticas
Impacto e Sustentabilidade
A gestão eficiente da rega contribui para:
poupança significativa de água, especialmente nas grow beds
redução do impacte ambiental
sensibilização dos alunos para o uso responsável dos recursos naturais
promoção de práticas replicáveis em contexto doméstico e profissional
Valor Pedagógico
Mais do que uma prática técnica, a rega é encarada como um momento de aprendizagem, onde os alunos desenvolvem competências essenciais e compreendem a importância da gestão sustentável da água.
Resultado: uma horta resiliente, eficiente e alinhada com os princípios da agricultura biológica, formando utilizadores conscientes e futuros profissionais comprometidos com a sustentabilidade.
12. Monitorização de pragas e doenças:
12.1. É feita monitorização de pragas e doenças? Como e com que frequência?
A monitorização é efetuada de forma sistemática e preventiva, assumindo um caráter essencialmente pedagógico e formativo, envolvendo diretamente alunos e equipa responsável.
Como é realizada?
A identificação e acompanhamento são feitos através de:
- Observação direta semanal das culturas, analisando folhas, caules e solo;
- Registos no Diário de Bordo da Horta, onde são anotados sinais de pragas, doenças e estado fitossanitário das plantas;
- Avaliação técnica periódica, com apoio especializado (Grower), que valida diagnósticos e recomenda ações corretivas;
- Aplicação de boas práticas agroecológicas, privilegiando métodos naturais, como:
controlo biológico
rotação e consociação de culturas
promoção da biodiversidade funcional
Frequência
Observação e registo: semanal
Avaliação técnica e ajustes: periódicos (ao longo do ciclo das culturas)
Ações corretivas: sempre que necessário, de forma imediata e sustentável
Abordagem Sustentável
A intervenção segue os princípios da agricultura biológica, evitando o uso de produtos químicos e privilegiando soluções naturais e preventivas. Esta abordagem permite:
- reduzir impactos ambientais
- promover o equilíbrio dos ecossistemas
- reforçar a resiliência das culturas
Impacto Pedagógico e Ambiental
A monitorização de pragas e doenças é também uma oportunidade de aprendizagem ativa, permitindo aos alunos:
- desenvolver competências técnicas em produção sustentável
- compreender o equilíbrio dos ecossistemas
- aplicar soluções reais e responsáveis
Resultado: uma horta mais saudável, produtiva e sustentável, aliada à formação de alunos conscientes e preparados para integrar práticas ambientais responsáveis no futuro profissional.
12.2. Houve ataques de pragas e/ou doenças?
12.3. Se sim, quais e como foram combatidas?
Ao longo do desenvolvimento da horta, foram identificadas algumas ocorrências de pragas, prontamente controladas através da aplicação criteriosa de soluções adequadas, nomeadamente moluscicida, no combate a lesmas e caracóis, e inseticida biológico (Belthirul), utilizado para o controlo de insetos prejudiciais às culturas.
Estas intervenções são realizadas de forma ponderada e monitorizada, garantindo a sua eficácia sem comprometer a saúde do solo, das plantas e do meio envolvente. Sempre que possível, são complementadas com medidas preventivas, como a diversificação de culturas, as consociações estratégicas e a manutenção de condições equilibradas na horta.
Para além do seu impacto técnico, este processo assume também uma forte dimensão pedagógica, permitindo aos alunos compreender a importância de uma gestão integrada de pragas, baseada no equilíbrio entre intervenção e prevenção, e no respeito pelos ciclos naturais.
Assim, a proteção das culturas é entendida não apenas como uma necessidade produtiva, mas como uma oportunidade de aprendizagem e de promoção de práticas agrícolas mais conscientes, seguras e sustentáveis.
13. Existem animais de criação ligados à horta?
13.1. Se sim, que espécies?
14. Assinale outras atividades que se realizam em torno da horta:
Outra, qual?
14.1. Das que assinalou, descreva até três que considera mais significativas, referindo para cada uma o número de vezes que se realizou durante o ano, número de pessoas envolvidas, tipo de participação dos alunos, impacto na comunidade e outros aspetos relevantes:
Atividade 1:
Descrição:
O ciclo “Liga-te à Terra” constitui uma das iniciativas mais inovadoras e estruturantes da Horta Biológica da EHTP, integrando 11 workshops práticos e participativos, distribuídos ao longo de todo o ano letivo, que promovem uma aprendizagem contínua, experiencial e interdisciplinar.
Cada sessão aborda temas atuais e relevantes no âmbito da sustentabilidade, articulando conhecimento científico, práticas ecológicas e aplicação direta ao contexto da hotelaria e restauração:
10/10/2025 – Horticultura terapêutica
28/10/2025 – O que é uma agrofloresta?
21/11/2025 – Porquê a produção local de alimentos?
18/12/2025 – Fermentos da horta
15/01/2026 – Talos e cascas: o que fazer?
20/02/2026 – Os 5R’s na horta
24/03/2026 – Soluções baseadas na natureza
17/04/2026 – Variedades autóctones
22/05/2026 – Compostagem
26/06/2026 – Flores comestíveis
24/07/2026 – Damos as boas-vindas ao Verão
Desenvolvidos num formato flexível e inclusivo, estes workshops envolvem alunos, formadores, colaboradores e comunidade local, promovendo o trabalho colaborativo, a partilha de saberes e o reforço do sentido de pertença.
Impacto e Valor Acrescentado
Educação transformadora: promove a literacia ambiental e alimentar através da aprendizagem “fazendo”;
Mudança de comportamentos: incentiva práticas sustentáveis no dia a dia (redução de desperdício, consumo responsável, valorização do local e sazonal);
Ligação ao mundo real: aproxima os alunos das práticas sustentáveis implementadas no setor do turismo e restauração;
Bem-estar e inclusão: integra dimensões de saúde mental, contacto com a natureza e participação ativa;
Replicabilidade: modelo facilmente adaptável a outras escolas, com estrutura modular e temas autónomos;
Envolvimento comunitário: promove a abertura da escola ao exterior e a criação de redes locais sustentáveis.
Mais do que um conjunto de workshops, esta iniciativa representa uma estratégia contínua de capacitação e sensibilização, que transforma conhecimento em ação e participantes em agentes de mudança.
Resultado: uma comunidade mais consciente, participativa e preparada para construir um futuro sustentável.
Fotografias:
Atividade 2:
Descrição:
A Horta Biológica da EHTP constitui um recurso pedagógico integrado e transversal, sendo utilizada de forma regular em diferentes áreas formativas, nomeadamente nas disciplinas de cozinha, bar e sustentabilidade.
Através desta integração, os alunos participam ativamente em todas as etapas do processo — desde a produção e colheita até à aplicação gastronómica, criando uma ligação direta e consciente entre a origem dos alimentos e o produto final.
Este modelo de aprendizagem prática permite:
- Aplicar conhecimentos em contexto real, aproximando a formação às exigências do setor;
- Valorizar produtos locais, sazonais e biológicos, incentivando escolhas alimentares mais sustentáveis;
- Desenvolver competências técnicas e criativas, com base em ingredientes cultivados pelos próprios alunos;
- Promover a redução do desperdício, através do aproveitamento integral dos alimentos e da compostagem;
Impacto e Valor Educativo
Com uma frequência regular e participação ativa dos alunos, esta abordagem promove uma aprendizagem significativa e transformadora.
O principal impacto traduz-se numa ligação concreta entre produção e aplicação gastronómica, reforçando:
- a consciência ambiental
- o respeito pelos recursos naturais
- e a formação de futuros profissionais mais responsáveis e alinhados com práticas sustentáveis
Mais do que aprender técnicas, os alunos aprendem a pensar a gastronomia de forma sustentável, tornando-se agentes ativos na mudança do setor.
Fotografias:
Atividade 3:
Descrição:
O Dia do Colaborador da EHTP destacou-se como uma iniciativa estratégica de valorização humana, onde a Horta Biológica assumiu um papel central enquanto espaço de aprendizagem, bem-estar e conexão com a sustentabilidade.
Mais do que um momento de convívio, este dia foi pensado como uma experiência imersiva, colocando os colaboradores no coração do projeto da horta — um verdadeiro laboratório vivo onde se experimentam, na prática, os princípios da sustentabilidade vividos diariamente pelos alunos.
Ao longo da manhã, os participantes envolveram-se ativamente em atividades práticas na horta, como:
- preparação e cuidado dos canteiros
- contacto direto com plantas aromáticas e culturas biológicas
- sensibilização para a compostagem e valorização de resíduos orgânicos
- reflexão sobre o ciclo completo “da terra ao prato”
Estas experiências permitiram compreender, de forma concreta, como a horta contribui para a produção sustentável de alimentos utilizados nas cozinhas pedagógicas e para a redução do desperdício através da compostagem — pilares essenciais do projeto.
Impacto e Transformação
A centralidade da Horta Biológica neste dia reforçou:
- A ligação dos colaboradores ao projeto educativo da escola, tornando-os participantes ativos e não apenas observadores
- A interiorização de práticas sustentáveis, facilmente replicáveis no contexto pessoal e profissional
- O reconhecimento da horta como espaço pedagógico, terapêutico e comunitário
- O alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, através da ação concreta
Para além da componente ambiental, o contacto direto com a terra promoveu também o bem-estar físico e emocional, criando momentos de pausa, partilha e reconexão — fundamentais para uma cultura organizacional equilibrada e saudável.
Uma escola que vive a sustentabilidade
Ao colocar a horta no centro desta celebração, a EHTP demonstrou que a sustentabilidade não é apenas um conceito ou estratégia — é uma prática vivida diariamente, onde todos têm um papel ativo.
O Dia do Colaborador tornou-se, assim, uma extensão natural do projeto da Horta Biológica, reforçando a sua relevância e impacto dentro e fora da escola.
Resultado: colaboradores mais conscientes, envolvidos e alinhados com a missão de construir uma escola — e um futuro — mais sustentável.
Fotografias:
15. Outros aspetos de realce da horta:
Este projeto integra de forma transversal os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), contribuindo ativamente para metas como a produção e consumo responsáveis, ação climática, educação de qualidade e comunidades sustentáveis. Cada atividade desenvolvida reflete um compromisso claro com estes princípios globais, traduzindo-os em ações concretas e mensuráveis.
Paralelamente, encontra-se plenamente alinhado com a estratégia Turismo + Sustentável 2030, incorporando boas práticas ao nível da gestão de recursos, valorização de produtos locais, redução de desperdícios e formação de profissionais mais conscientes, preparados para responder aos desafios do setor.
O projeto é suportado por um sistema estruturado de monitorização e avaliação contínua, que permite acompanhar a sua evolução, medir impactos e introduzir melhorias de forma sistemática. Esta abordagem garante não só a qualidade e consistência das ações desenvolvidas, como também a sua pertinência e capacidade de adaptação.
Desta forma, a horta transcende a sua função produtiva, afirmando-se como um espaço inovador, estratégico e transformador, onde se cultivam não apenas alimentos, mas também conhecimento, responsabilidade e compromisso com um futuro mais sustentável.
15.1. Link para a página da horta:



























