Hortas Bio nas Eco-Escolas
Edição 2025/26
Escola Básica das Ribeiras (Matosinhos)
A Nossa Horta Bio
Horta pequena (até 50m²)
saber mais sobre a nossa horta bio
questionário
1. Há quanto tempo existe uma horta na escola?
2. Área aproximada da horta (m²):
3. Quem trata da horta?
3.1. N.º de professores envolvidos:
3.2. Disciplinas que mais participam na dinâmica da horta:
3.3. N.º de alunos envolvidos:
3.4. N.º de funcionários da Escola envolvidos:
4. As famílias são envolvidas?
4.1. Como e com que frequência?
5. Apresentar exemplos do impacto da horta na comunidade e nos alunos:
A Nossa Bio-Horta de 50m²: Cultivar Sorrisos, Colher Aprendizagens
No âmbito do Programa Eco-Escolas, a nossa comunidade escolar deitou mãos à terra para dar vida a uma bio-horta de 50 metros quadrados. Este espaço dinâmico contou com o empenho direto de duas turmas do 1.º ano e duas turmas do 3.º ano, transformando-se num verdadeiro laboratório vivo.
O impacto desta iniciativa superou todas as expetativas, deixando uma marca profunda tanto nos nossos alunos como na comunidade envolvente.
1. O Impacto nos Alunos: Aprender Fora da Caixa
A bio-horta tornou-se uma extensão da sala de aula, onde a teoria ganhou cor, cheiro e sabor. O trabalho conjunto entre os alunos do 1.º e do 3.º ano revelou-se uma experiência pedagógica extraordinária:
Estímulo Técnico e Científico: Os alunos do 3.º ano aplicaram conceitos de Estudo do Meio na prática — compreenderam o ciclo da água, a importância da biodiversidade e o papel dos polinizadores.
Desenvolvimento Motor e Sensorial: Para os mais pequeninos do 1.º ano, mexer na terra, semear e regar promoveu o desenvolvimento da motricidade fina e o contacto direto com a natureza, estimulando os cinco sentidos.
Mentoria e Cooperação: Criou-se laços espontâneos de entreajuda. Os alunos mais velhos (3.º ano) assumiram com orgulho o papel de "tutores" dos mais novos (1.º ano), ensinando-os a cuidar das plantas e a respeitar o tempo de crescimento de cada vegetal.
Alimentação Saudável: Há maior eficácia em promover o consumo de legumes quando são os próprios miúdos a cultivá-los! O orgulho em colher a alface, o tomate ou o morango despertou uma nova curiosidade e aceitação por alimentos saudáveis no refeitório escolar.
2. O Impacto na Comunidade: Uma Horta sem Fronteiras
Uma horta escolar nunca fica isolada dentro dos muros da escola; ela estende-se e contagia o exterior:
Envolvimento Familiar: Os encarregados de educação e avós foram parceiros fundamentais, partilhando sementes tradicionais, ferramentas e, acima de tudo, o saber-fazer intergeracional.
Consciencialização Ecológica Coletiva: Os alunos levaram para casa o entusiasmo do modo de produção biológico. Muitas famílias relataram ter iniciado pequenas sementeiras em varandas e quintais, inspiradas pelo projeto da escola.
Partilha e Solidariedade: Sendo um espaço produtivo de 50m², o excedente das colheitas foi partilhado com a cantina escolar e, em alguns momentos, distribuído pelas famílias, reforçando o espírito de comunidade e a economia circular.
Resumo da Experiência:
Mais do que produzir alimentos biológicos, a nossa bio-horta de 50m² cultivou cidadãos mais conscientes, empáticos e sintonizados com o futuro sustentável do planeta. Um pequeno espaço de terra que gerou um impacto gigante!
6. Como é organizada a manutenção da horta e a repartição de tarefas?
A repartição de tarefas foi cuidadosamente planeada para respeitar o nível de desenvolvimento e a idade das crianças. Desta forma, os alunos mais novos, do 1.º ano, focam-se em atividades mais sensoriais e motoras, como a rega manual com pequenos regadores, o transplante de plântulas, a colocação de sementes de grandes dimensões e o registo do crescimento através de desenhos. Por sua vez, os alunos do 3.º ano assumem o papel de tutores e realizam tarefas que exigem maior precisão e ferramentas adequadas, tais como a medição dos compassos de plantação, o manuseamento de ancinhos e carrinhos de mão, a criação de placas de identificação e o registo métrico e cronológico no caderno de campo da horta.
Para assegurar que a horta se mantém viva e produtiva durante as interrupções letivas, como o Natal, a Páscoa e as férias de Verão, criámos a rede "Famílias da Horta". Trata-se de um calendário partilhado onde os encarregados de educação e os avós se voluntariam para assegurar turnos semanais de rega, colheita e manutenção básica. Este esforço conjunto não só garante a sobrevivência das culturas agrícolas ao longo de todo o ano, como também estreita os laços entre a escola e a comunidade envolvente, transformando a bio-horta num projeto de todos e para todos.
7. Como é feita a preparação do solo?
A primeira fase consistiu na limpeza do espaço, uma tarefa em que os alunos do 1.º e do 3.º ano uniram esforços para remover pedras, detritos e a vegetação espontânea que cobria o terreno. Os resíduos verdes recolhidos não foram desperdiçados, sendo devidamente encaminhados para o compostor da escola para serem reciclados.
Seguiu-se a mobilização do solo, realizada de forma superficial e cuidadosa com o apoio de pequenas pás e ancinhos. Procurou-se descompactar a terra para permitir o arejamento e facilitar a posterior penetração das raízes das plantas, tendo-se evitado revirar profundamente o solo para não perturbar a biodiversidade subterrânea e os microrganismos que nela habitam, como as minhocas, cuja importância ecológica foi explicada aos alunos.
Por fim, procedeu-se à fertilização orgânica do terreno. Para enriquecer o solo com os nutrientes necessários, os alunos espalharam e incorporaram composto maduro, proveniente em grande parte do próprio processo de compostagem da escola, promovendo assim o conceito de economia circular. Esta etapa ficou concluída com a aplicação de uma camada de "mulching" (cobertura do solo com palha e folhas secas), uma técnica biológica crucial para reter a humidade, reduzir a evaporação da água de rega e evitar o aparecimento precoce de novas ervas infestantes, deixando a terra perfeitamente preparada para acolher as novas sementeiras e plantações.
8. É feita compostagem?
8.1. Se sim, como e com que materiais?
9. Quais as culturas / consociações instaladas?
A principal atração da horta foi a icónica consorciação tradicional da "Milpa" ou "Três Irmãs", onde os alunos plantaram milho, feijão-trepador e abóbora no mesmo espaço. Nesta combinação, o milho cresce em altura e serve de tutor natural para o feijão trepar; o feijão, sendo uma leguminosa, fixa o azoto no solo e nutre as restantes plantas; e a abóbora, com as suas folhas largas e rasteiras, cobre o terreno, mantendo a humidade do solo e impedindo o crescimento de ervas daninhas.
Noutro talhão, optou-se pela clássica e eficaz combinação de tomateiros com manjericão e alfaces. O odor forte do manjericão atua como um repelente natural contra pragas que costumam atacar o tomate, como os pulgões, melhorando também o sabor dos frutos, enquanto a alface aproveita a sombra parcial projetada pelos tomateiros mais altos para crescer sem queimar com o sol intenso.
Instalámos ainda uma parceria de sucesso entre cenouras e cebolas, uma vez que o aroma da cebola afasta a mosca da cenoura e, em contrapartida, a cenoura repele a mosca da cebola, protegendo-se mutuamente sem a necessidade de pesticidas químicos.
Finalmente, as bordaduras da horta foram enriquecidas com plantas aromáticas e flores comestíveis, como a calêndula e as capuchinhas, plantadas estrategicamente perto de couves e morangueiros. Estas flores funcionam como "plantas armadilha", atraindo os insetos prejudiciais para si e mantendo as hortícolas protegidas, ao mesmo tempo que atraem abelhas e outros polinizadores essenciais para o sucesso e produtividade de toda a nossa horta pedagógica.
9.1. Quantidade (kg) aproximada de produtos produzidos:
9.2. Qual o destino dado aos produtos da horta?
10. Apresentar um desenho/croqui da horta:
11. É feita recolha da água da chuva?
11.1. Como é feita a gestão da rega?
12. Monitorização de pragas e doenças:
12.1. É feita monitorização de pragas e doenças? Como e com que frequência?
12.2. Houve ataques de pragas e/ou doenças?
12.3. Se sim, quais e como foram combatidas?
13. Existem animais de criação ligados à horta?
13.1. Se sim, que espécies?
14. Assinale outras atividades que se realizam em torno da horta:
Outra, qual?
14.1. Das que assinalou, descreva até três que considera mais significativas, referindo para cada uma o número de vezes que se realizou durante o ano, número de pessoas envolvidas, tipo de participação dos alunos, impacto na comunidade e outros aspetos relevantes:
Atividade 1:
Descrição:
A segunda atividade foi a preparação de saladas de alface frescas, uma iniciativa que se realizou com maior frequência, num total de quatro vezes ao longo do ano, acompanhando o crescimento rápido desta cultura. Esta ação envolveu cerca de 90 pessoas em cada sessão, incluindo as quatro turmas e o pessoal docente e não docente que os acompanhava. O tipo de participação dos alunos do 1.º ano foi muito focado na colheita manual delicada e na lavagem folha a folha, exercitando a sua motricidade e higiene alimentar, enquanto os alunos do 3.º ano ficaram encarregues de temperar a salada com azeite e ervas aromáticas também colhidas na horta. Como aspeto relevante e de impacto na comunidade familiar, muitos alunos levaram estas receitas simples para casa, incentivando os pais a replicar o consumo de saladas frescas nas refeições familiares. Esta transição direta da terra para o prato reforçou de forma prática os conceitos de sustentabilidade, saúde e circuitos curtos de produção alimentar no dia a dia da nossa comunidade.
Fotografias:
Atividade 2:
Descrição:
A participação dos alunos da turma do 3.º BR foi total e extremamente ativa em todas as etapas do concurso. Numa primeira fase teórica e de investigação, os alunos estudaram o papel crucial dos insetos polinizadores e dos predadores naturais no controlo de pragas da horta. Posteriormente, na vertente prática, os alunos deitaram mãos à obra e construíram os hotéis de insetos, recolhendo e organizando materiais naturais para preencher as estruturas, como pinhas, canas, troncos perfurados e cascas de árvores.
O impacto na comunidade foi muito significativo, uma vez que a instalação destes hotéis de insetos na nossa horta de 50 metros quadrados serviu como um exemplo visível de boas práticas ecológicas para toda a escola e para as famílias que visitam o espaço. Como aspeto relevante, a parceria com a Câmara Municipal de Matosinhos não só validou o esforço e a dedicação dos alunos, como também reforçou a ligação da escola com as políticas de sustentabilidade locais. Além disso, o projeto permitiu criar um forte sentimento de orgulho cívico na turma do 3.º BR, que viu o seu trabalho artístico e científico ser reconhecido exteriormente, potenciando a bio-horta como um espaço de biodiversidade urbana plenamente integrado na comunidade de Matosinhos.
Fotografias:
Atividade 3:
Descrição:
O tipo de participação dos alunos foi transversal e adaptado a cada nível de ensino. Enquanto as turmas em geral utilizavam o espaço para aulas práticas de Estudo do Meio, Expressão Plástica e Cidadania — observando a biodiversidade e relacionando a teoria com a prática —, as turmas do 1.º e 3.º ano asseguraram a continuidade das tarefas de manutenção. O momento alto destas dinâmicas letivas incidiu principalmente no período em que realizámos um intercâmbio com professores vindos da Catalunha, que se deslocaram à nossa escola especificamente para experienciar e observar de perto as nossas práticas pedagógicas inovadoras. Durante este intercâmbio, os alunos assumiram o papel de anfitriões e guias, explicando e demonstrando aos professores visitantes como trabalham de forma colaborativa na horta, como aplicam as consociações de culturas e como gerem os recursos hídricos.
O impacto na comunidade foi extraordinário, elevando o projeto da bio-horta a uma dimensão internacional e de partilha de boas práticas além-fronteiras. A presença e o feedback extremamente positivo dos professores catalães valorizaram o trabalho da escola, reforçando o orgulho e a motivação dos alunos e de todo o corpo docente. Como aspeto relevante, este intercâmbio demonstrou que a horta escolar é muito mais do que um espaço de cultivo: é um motor de inovação pedagógica, inclusão e partilha cultural, que projeta o nome da escola e do programa Eco-Escolas como referências no ensino focado na sustentabilidade e na aprendizagem ativa.
Fotografias:
15. Outros aspetos de realce da horta:
Outro ponto de enorme relevância foi a valorização estética e ambiental do recinto escolar. O espaço onde hoje se encontra a horta era anteriormente uma zona subaproveitada e, graças ao esforço coletivo, transformou-se num local cheio de cor, vida e biodiversidade urbana, que passou a ser o ponto de encontro favorito da comunidade escolar durante os intervalos. Destaca-se ainda a forte componente de literacia científica e digital que emergiu do projeto, uma vez que as observações meteorológicas e o controlo do calendário de sementeiras estimularam o pensamento crítico dos alunos, que aprenderam a correlacionar o crescimento das plantas com as alterações nas temperaturas e na pluviosidade da nossa região de Matosinhos.
Por fim, é de realçar o efeito multiplicador desta iniciativa. O entusiasmo gerado pela bio-horta transbordou as fronteiras da escola, inspirando os assistentes operacionais a sugerir novas ideias de reutilização de materiais e incentivando a criação de pequenos cantos verdes noutros espaços do agrupamento. Desta forma, a horta consolidou-se não apenas como um projeto isolado do 1.º ciclo, mas sim como o coração da estratégia ambiental da escola, provando que um pequeno pedaço de terra cultivado com afeto pode germinar uma cultura permanente de sustentabilidade e cidadania ativa.
15.1. Link para a página da horta:





























