saber mais sobre a nossa horta bio
questionário
1. Há quanto tempo existe uma horta na escola?
6 anos
2. Área aproximada da horta (m²):
5 m2 de área cultivada, 3 m2 de área para exploração livre das crianças
3. Quem trata da horta?
3.1. N.º de professores envolvidos:
6
3.2. Disciplinas que mais participam na dinâmica da horta:
As diversas áreas de conteúdo curricular transversais e interligadas; a integração e desenvolvimento de atividades no âmbito das dinâmicas da horta permitem a flexibilidade e transversalidade curricular articulando diversas disciplinas e saberes
3.3. N.º de alunos envolvidos:
115
3.4. N.º de funcionários da Escola envolvidos:
4
4. As famílias são envolvidas?
4.1. Como e com que frequência?
Ao longo do ano letivo as famílias são convidadas a realizar atividades quer nos espaços da escola, quer em contexto familiar. Referem-se alguns exemplo, através de propostas de construção de ninhos, bebedouros, comedouros e hotéis de insetos para colocar nos espaços exteriores e na horta da escola; através do apelo à colaboração na construção de estruturas de raiz nos espaços exteriores, para incluir e dinamizar jogos de exploração sensorial, através da organização de espaços , materiais e equipamentos que permitam a disponibilidade de objetos e elementos da natureza, cativando o interesse das crianças para o uso dos mesmos na suas brincadeiras, tornando-as mais ricas, imaginativas e mais amigas dos ambiente. Neste âmbito, destacamos, este ano letivo, a titulo de exemplo, a colocação dos caminhos sensoriais, uma estrutura horizontal construída na zona de acesso à horta, a qual obrigou à intervenção de profissionais especializados. Esta conquista só foi possível com a colaboração da associação de pais, quer monetariamente, quer recolhendo materiais necessários para preencher os caminhos sensoriais. As famílias colaboram ainda através da cedência de sementes diversas, plantas hortícolas, ou, partilhando e oferecendo material didático e pedagógico, como livros, enciclopédias, jogos de sensibilização ambiental, recolhendo material não estruturado para utilização nas diversas construções no âmbito do projeto da horta, (casa de madeira, espantalho, caminhos coloridos, etc) ou outros projetos do programa eco-escolas.
5. Apresentar exemplos do impacto da horta na comunidade e nos alunos:
A existência de uma horta numa escola é deveras impactante, pois através das suas dinâmicas, a horta representa a oferta de momentos extremamente ricos pedagogicamente A possibilidade das crianças experimentarem, algumas pela primeira vez, as texturas dos solos, manuseando com as próprias mãos a terra, as pedras, os pequenos animais e insetos, as plantas, sentindo cheiros e explorando texturas e cores, entre ervas aromáticas e flores espontâneas, a possibilidade das crianças identificarem as plantas dos legumes os quais normalmente só identificam nas lojas ou em casa, o elevado grau de envolvimento e entusiasmo no âmbito das experiencias de observação do comportamento de certos insetos, a possibilidade de tocar nesses mesmos insetos e animais que observam na horta, apelando à sua preservação e descobrindo acerca da importância dos mesmos, etc. São estes pequenos exemplos e possibilidades, entre as várias que ficarão aqui por referir que nos fundamentam a nossa prática e vontade em dar continuidade ao projeto da horta.
6. Como é organizada a manutenção da horta e a repartição de tarefas?
Distribuem-se numa grelha/calendário semanal, diversos grupos de trabalho entre as diferentes salas do 1ºciclo e do pré-escolar, permitindo que participe o maior número de crianças possível no espaço de uma semana, onde cada um assume uma tarefa de participação colaborativa: distribuindo tarefas como: regar, cuidar do compostor, recolher alguns insetos para observação, registar o crescimento das plantas, fazer a manutenção dos canteiros, etc.
7. Como é feita a preparação do solo?
Pretendemos manter algumas ervas "daninhas" como cobertura de solo e estabilizador de humidade, permitindo que as crianças contatem simultaneamente com os insetos que dependem destas plantas. Tentamos sempre que possível envolver a compostagem nos solos envolta das plantações, ou ainda aplicando uma limpeza menos agressiva e que reduza a área de exposição do solo às elevadas radiações solares.
8.1. Se sim, como e com que materiais?
A recolha em recipientes disponibilizados para o efeitos de Restos de frutas e de legumes, da cantina e das salas de aula, provenientes da confeção das refeições ou dos lanches das crianças, folhas secas das árvores existentes nos espaços envolventes, excesso de ervas daninhas que retiramos dos locais de plantação, ainda que algumas permaneçam no solo com o propósito de atrair e equilibrar a biodiversidade.
9. Quais as culturas / consociações instaladas?
Cebolas, hortaliças, alguns exemplares de diferentes tipos de tomates, pepinos, alfaces, flores melíferas e amigas das hortas, atraindo polinizadores, cenouras, curgetes, abóboras, etc.
9.1. Quantidade (kg) aproximada de produtos produzidos:
Apenas quantidades significativas que permitam a confeção de alguns pratos de saladas e sopas para as crianças degustarem e incluírem nas suas refeições escolares, com a colaboração dos funcionários da cantina e professores, com objetivo de realizar atividades de sensibilização para a importância da alimentação saudável.
9.2. Qual o destino dado aos produtos da horta?
A confeção de saladas e sopa para as crianças degustarem e incluírem nas suas refeições escolares, com a colaboração dos funcionários da cantina e os professores, com objetivo de realizar atividades de sensibilização para a importância da alimentação saudável .
10. Apresentar um desenho/croqui da horta:
11. É feita recolha da água da chuva?
11.1. Como é feita a gestão da rega?
Através da colocação de uma mangueira de ligação desde a torneira de depósito até ao local da horta. Ou ainda através de regadores, garrafões de 5 litros, ou baldes reaproveitados e reutilizados com o objetivo de transportar à agua recolhida ao longo do ano letivo, até ao local da horta, envolvendo as crianças nesta tarefa.
12. Monitorização de pragas e doenças:
12.1. É feita monitorização de pragas e doenças? Como e com que frequência?
Observando o estado de saúde das plantas e acompanhando o seu desenvolvimento. Registando as etapas de crescimento, analisando o aspeto das folhas e identificado eventuais animais/insetos/pulgões que possam surgir em quantidades que comprometam o crescimento.
12.2. Houve ataques de pragas e/ou doenças?
12.3. Se sim, quais e como foram combatidas?
13. Existem animais de criação ligados à horta?
13.1. Se sim, que espécies?
14. Assinale outras atividades que se realizam em torno da horta:
Feira na escola
Feira na comunidade
Confecção de sopas e outros pratos
Concursos
Aulas na horta
Outra
14.1. Das que assinalou, descreva até três que considera mais significativas, referindo para cada uma o número de vezes que se realizou durante o ano, número de pessoas envolvidas, tipo de participação dos alunos, impacto na comunidade e outros aspetos relevantes:
Atividade 1:
Descrição:
Confeção de sopa: durante a semana dedicada à sensibilização para A alimentação saudável, as crianças e adultos, com a colaboração dos professores e assistentes operacionais, retiraram da horta algumas hortaliças e incluíram-nas na sopa confecionada no próprio dia. Desta forma, foi possível incluir na nossa ementa escolar alguns legumes produzidos na nossa horta, pelo que, para além de cuidar e observar o seu crescimento, também degustamos e fechamos o ciclo da sua produção, permitindo às crianças a consolidação e valorização da ideia "da horta para o prato", acompanhando as diversas etapas de crescimento, e tarefas necessárias, para o bom desenvolvimento das hortaliças, permitindo identificá-las como ingredientes saudáveis e essenciais no prato de sopa das crianças e adultos da nossa escola .
Atividade 2:
Descrição:
Aulas na horta: dentro da temática dos seres vivos, em contexto pedagógico e integrando conteúdos educativos da disciplina de estudo do meio, destacamos o ciclo de desenvolvimento das plantas.
Dando lugar à observação direta e partindo dos conteúdos teóricos, levamos os alunos até ao espaço da horta, onde pela ação e pela observação direta, aplicaram e consolidaram os conhecimentos adquiridos. Assim, para além do espaço de sala de aula, partindo da germinação de diferentes leguminosas e flores melíferas, com a tão apregoada germinação do feijão, ou ainda com a germinação das sementes de girassol, passamos para uma etapa de trabalho no exterior. Realizaram-se aulas práticas na horta, onde a aprendizagem se desenvolveu em contexto ideal, pois na horta houve possibilidade de dar continuidade às germinações, permitindo o desenvolvimento dessas plantas; através do transplante, do cuidado diário ou semanal, foi possível constatar, firmar e solidificar aprendizagens pela ação direta e pelas mãos dos alunos, experenciando aquilo que por vezes fica apenas descrito nos manuais escolares.
Atividade 3:
Descrição:
Compostagem: A compostagem é realizada através da recolha de restos alimentares (lixo orgânico) da cantina e com os excedentes de ervas "daninhas" retirados da própria horta; a recolha é feita com a participação direta das crianças na recolha dessas sobras de legumes e/ou cascas das frutas, provenientes tanto da cantina como das salas de aula, durante os lanches; Existem recipientes específicos, alguns reaproveitados, para depositar e transportar este lixo orgânico até o compostor. A recolha faz-se, não só com a intervenção direta das criança/alunos que pertencem ao conselho eco-escolas, mas também com a envolvência das restantes, incluindo adultos que orientam esta recolha, sugerindo melhor gestão e organização dos componentes orgânicos no compostor, distribuindo-os por camadas entre secos e húmidos.
A compostagem permite às crianças compreenderem processos de transformação da matéria orgânica, o ciclo dos seres vivos e a importância da preservação do ambiente. Ao observarem a decomposição de restos alimentares e a formação de composto, desenvolvem a curiosidade, o pensamento científico e a consciência ecológica.
Esta atividade contribui para a construção de atitudes de responsabilidade, cooperação e respeito pelo ambiente. As crianças aprendem a adotar comportamentos sustentáveis, como a separação de resíduos e a redução do desperdício, reconhecendo o seu papel na proteção do planeta.
Simultaneamente, possibilita a utilização de noções matemáticas relacionadas com a medição, contagem, comparação e registo de dados.
A compostagem desenvolve-se ao longo do ano letivo, constitui uma experiência educativa integrada e contextualizada, que promove aprendizagens ativas, significativas e interdisciplinares.
A continuidade da compostagem permite, não só, a redução da quantidade de resíduos destinados ao aterro, mas também, permite a valorização dos solos, enriquecendo-os através do uso de matéria orgânica transformada e criada no nosso próprio compostor. Essencialmente, a compostagem incentivou à consciência ecológica, considerando a ideia que "na natureza nada se perde, tudo se transforma"; através da envolvência das crianças nas diferentes fases do processo de compostagem, esta tomada de consciência foi paulatinamente integrada nas rotinas diárias da escola.
15. Outros aspetos de realce da horta:
O espaço da horta nesta escola é por excelência um local extremamente aprazível às crianças, essencialmente na faixa etária do pré-escolar, sendo uma alternativa mais saudável e mais ecológica, durante as suas brincadeiras de exploração e conhecimento do mundo natural que as rodeia, considerando que esta escola apresenta uma grande maioria da área envolvente exterior revestida por relva sintética. Desta forma, este espaço da horta, para além de permitir a produção de alguns exemplares hortícolas, privilegia simultaneamente a brincadeira da exploração dos solos, utilizando alfaias agrícolas, ou simplesmente através da ação direta das mãos, sujando as mãos, no contato direto com os diversos elementos que compõem os solos; as crianças vão explorando a terra, as plantas e manipulam, envolvem, escavam e brincam com motivação e vontade de descobrir mais, escavando a terra à procura de animais , ou ainda plantando, semeando e observando. Permitimos assim que, através da brincadeira e exploração livre, as crianças também aprendam mais acerca das várias áreas de conhecimento e conteúdo curricular, uma vez que nas hortas também podemos encontrar a matemática, a língua portuguesa e outras áreas curriculares que vão para além das ciências da natureza, da biologia, da geologia, etc.
Um grupo de crianças que escava em conjunto um buraco e nele encontram minhocas e outros animais, ou que recolhem ainda bichos de conta, formigas e caracóis, envolvidos num espaço privilegiado que lhes possibilite o contacto direto com a terra, é certamente um grupo de crianças mais felizes e mais experiente. Mais experiencias significam maior capacidade de interpretar o mundo que as rodeia. A infância é por excelência um período perfeito na recolha e coleção d momentos descritos como estes.
Um grupo de crianças que recolhe e transporta, em equipa ou trabalho colaborativo, um conjunto de pedras para contornar um circulo à volta de uma árvore plantada recentemente, não está só a cuidar dessa árvore, está igualmente a desenvolver competências em diversos domínios, e nesse momento, através de um olhar atento e intencional, de pedagogos e educadores, podemos trabalhar, identificar e explorar conceitos no domínio da matemática, da linguagem, das competências socias, etc. Em jeito conclusivo a horta é um conjunto de possibilidades e de saberes , pois nela cresce igualmente o prazer de aprender e com ela alimenta-se a vontade de saber mais através do fazer mais. A horta é também um laboratório de experiências pessoais, pois nela desenvolvem-se diversas competências essenciais ao bom desenvolvimento pessoal, cognitivo, social, emocional, etc. Todos estes conteúdos são possíveis estimular duma altura do desenvolvimento em que as crianças aprendem fundamentalmente pela ação direta, na sua interação com o mundo natural e com os outros, vão alargando as suas vivências e conhecimentos; através da exploração dos elementos da natureza, através da partilha de saberes e conhecimentos intergeracionais, permitimos a consolidação de conteúdos teórico pedagógicos, os quais ficam frequentemente esquecidos, devido à inexistência de experiências gratificantes. Na horta é possível adquirir conhecimento pela ação direta sobre as coisas, os materiais e o mundo que rodeia as crianças. As crianças apresentam uma curiosidade natural sobre as coisas, assim, aos adultos compete diversificar-lhes as possibilidades de aprendizagem, para que a curiosidade se mantenha e seja estimulo na aquisição de novas e consolidadas aprendizagens.
15.1. Link para a página da horta: