Caminhos Coloridos
Edição 2025/26
Escola Básica 2/3 de Dairas - Vale de Cambra (Vale de Cambra)
Desafio: Caminhos Coloridos
Conjunto de fotografias (mínimo 3, máximo 6) que documentem o processo de criação dos caminhos coloridos:
Reflexão dos alunos sobre o impacto da arte na valorização da horta:
Durante a realização do projeto, compreendemos que a arte pode ser uma ferramenta de sensibilização para as questões ambientais, ajudando a transmitir mensagens sobre a importância da sustentabilidade, da biodiversidade e do respeito pela natureza. Aprendemos também a reutilizar materiais, a trabalhar em equipa e a assumir responsabilidades na melhoria dos espaços comuns.
Consideramos que esta intervenção teve um impacto muito positivo na escola, pois aumentou o interesse dos alunos pela horta escolar e contribuiu para reforçar o sentido de pertença e de valorização do património coletivo. Sentimo-nos orgulhosos por termos participado numa iniciativa que deixou uma marca visível e duradoura no nosso ambiente escolar.
Este projeto mostrou-nos que pequenas ações podem gerar grandes mudanças e que a criatividade, quando associada à educação ambiental, pode contribuir para a construção de uma escola mais sustentável, participativa e inspiradora.
O Pedro do 6. º CD referiu: “Eu sempre quis ter uma horta, eu nunca tive uma horta!”
A Juliana, a Jéssica e a Mariana do 7.ºAD escreveram um poema:
As pedras mágicas
A magia das pedras traz-nos vida à horta-jardim.
Para termos bons sonhos, basta um pozinho de perlim pim pim.
Na nossa escola há alegria, mas para isso é preciso magia.
As pedras coloridas brilham como um tesouro, mas para isso não é preciso ser ouro.
Este arco-íris de emoções leva-nos paz aos corações.
O caminho guia-nos até à Natureza, porque tudo o que encontramos significa pureza.
Os nossos olhos brilham como a luz, e é o caminho que nos conduz.
Memória descritiva:
Memória Descritiva – Projeto “Caminhos Coloridos”
O projeto “Caminhos Coloridos” foi implementado no âmbito da Educação para a Sustentabilidade, enquadrando-se numa abordagem interdisciplinar e de aprendizagem ativa, com vista à promoção da literacia ambiental, da criatividade e da participação cívica da comunidade educativa. A iniciativa procurou valorizar os espaços escolares através da intervenção artística, sensibilizando simultaneamente para a gestão sustentável dos recursos e para a redução da produção de resíduos.
Metodologia, técnicas e materiais
A metodologia adotada assentou em estratégias de Aprendizagem Baseada em Projetos (Project-Based Learning), promovendo o envolvimento ativo dos alunos em todas as fases do processo, desde a conceção até à execução final. Foram utilizadas diversas técnicas de expressão plástica, incluindo pintura livre, pintura com stencil, colagem e composição visual.
Os materiais utilizados incluíram tintas acrílicas e guaches, impermeabilizante, pincéis, fita crepe, esponjas, marcadores, pedras, arame, ferramentas diversas, restos de podas de árvores de fruto, garrafas PET, lajetas com pequenos defeitos, paletes e uma bicicleta usada. Paralelamente, privilegiou-se a reutilização de materiais em fim de vida, tanto na elaboração de elementos decorativos como na proteção das superfícies de trabalho e do vestuário dos próprios alunos (folhas de jornal, embalagens de cartão e aventais de plástico), reforçando a consciência ambiental e a adoção de práticas sustentáveis alinhadas com os princípios da economia circular.
Público-alvo e participação
O projeto envolveu aproximadamente 123 alunos, com idades compreendidas entre os 10 e os 13 anos, correspondentes aos 6.º e 7.º anos de escolaridade. Houve ainda uma participação pontual de grupos de alunos do 8. º e 9.º anos em algumas tarefas complementares como é o caso da pintura das placas indicadoras dos espaços da horta. A participação foi ampla, inclusiva e progressiva, assegurando o envolvimento efetivo de todos os alunos, respeitando diferentes ritmos de aprendizagem e promovendo competências de trabalho colaborativo, autonomia e responsabilidade.
Enquadramento curricular e interdisciplinaridade
A implementação do projeto envolveu uma articulação curricular entre as disciplinas de Oficina de Ciência, Educação Visual, Educação Tecnológica, Ciências Naturais, Físico-Química e TIC, integrando igualmente conteúdos da área de Cidadania e Desenvolvimento, nomeadamente nos domínios da Educação Ambiental e do Desenvolvimento Sustentável.
Esta abordagem interdisciplinar permitiu consolidar aprendizagens essenciais, promovendo a transferência de conhecimentos entre diferentes áreas disciplinares e reforçando competências transversais, como o pensamento crítico, a criatividade e a consciência ecológica.
Envolvimento da comunidade educativa e impacto
A comunidade educativa desempenhou um papel ativo em todas as fases do projeto, demonstrando um elevado nível de envolvimento, cooperação e sentido de responsabilidade. Professores, assistentes operacionais e alunos colaboraram na planificação, organização e concretização das atividades, enquanto os encarregados de educação participaram através da recolha e cedência de materiais reutilizáveis, contribuindo para a sustentabilidade e enriquecimento do projeto.
A implementação do “Caminho Colorido” integrou-se num processo mais amplo de requalificação e valorização dos espaços exteriores da escola, nomeadamente da horta escolar. Verificando-se que, no ano letivo anterior, este espaço apresentava reduzida diversidade visual, poucos elementos atrativos e uma componente estética pouco apelativa, foi definida uma estratégia de intervenção que permitisse torná-lo mais acolhedor, educativo e motivador para toda a comunidade escolar.
A criação do caminho colorido contribuiu significativamente para a revitalização da horta escolar, introduzindo cor, criatividade e elementos visuais capazes de captar a atenção e despertar o interesse dos alunos para temáticas como a sustentabilidade, a biodiversidade e a agricultura sustentável. Esta intervenção permitiu transformar um espaço pouco valorizado num local mais atrativo, funcional e integrado na dinâmica educativa da escola.
O projeto culminou na apresentação pública dos trabalhos realizados, promovendo o sentido de pertença, o respeito pelos espaços comuns e a valorização do património escolar. Os resultados observados evidenciam um impacto positivo ao nível da motivação dos alunos, do reforço das competências de trabalho colaborativo, da criatividade e da consciencialização ambiental, contribuindo para uma escola mais sustentável, participativa e visualmente apelativa.













