Caminhos Coloridos

Edição 2025/26

Escola EB 2,3 Carmen Miranda (Marco de Canaveses)

Desafio: Caminhos Coloridos

Conjunto de fotografias (mínimo 3, máximo 6) que documentem o processo de criação dos caminhos coloridos:

Reflexão dos alunos sobre o impacto da arte na valorização da horta:
Participar no projeto Caminhos Coloridos/Pegadas na Natureza foi muito importante para nós. Gostámos de trabalhar na horta e de ajudar a deixá-la mais bonita com trabalhos feitos por nós. Pintámos, decorámos e utilizámos materiais reciclados para dar mais cor e vida à horta.
Ficamos muito felizes quando fizemos os trabalhos e gostamos de os ver na horta. Foi bom perceber que também conseguimos ajudar a melhorar a escola e cuidar da natureza.
A arte ajudou-nos a expressar ideias e emoções de forma diferente e divertida. Trabalhar em grupo também nos ajudou a conviver melhor, a partilhar materiais e a colaborar uns com os outros.
Com este projeto aprendemos a valorizar mais o ambiente, as plantas e o trabalho em equipa. Sentimo-nos úteis, incluídos e felizes por participar numa atividade onde todos conseguiram contribuir à sua maneira.

Vídeo sobre a reflexão dos alunos (opcional):
https://www.aescolasmarco.com/eco-escolas-caminhos-coloridos/

Memória descritiva:
No âmbito das atividades desenvolvidas pelo Programa Eco-Escolas, foi implementado o projeto “Caminhos Coloridos – Pegadas na Natureza”, uma iniciativa inclusiva e sustentável que contou com a participação ativa de alunos com necessidades educativas especiais, promovendo a consciência ambiental, a criatividade e a valorização das capacidades individuais.
O grupo de alunos envolvido tem idades compreendidas entre os onze e os dezasseis anos, do 6.º ao 9.º anos de escolaridade.
A atividade consistiu na criação de “pegadas” decorativas em madeira reutilizada, recorrendo a materiais naturais e reciclados. A madeira utilizada foi disponibilizada por uma encarregada de educação, proprietária de uma serração, à qual foi solicitada a reutilização de pequenas placas de madeira que se encontravam abandonadas. Desta forma, foi possível transformar um material sem utilidade imediata em elementos decorativos com uma nova função.
O projeto procurou sensibilizar alunos, encarregados de educação, assistentes operacionais e professores para a importância da reutilização de recursos, da redução do desperdício e da preservação ambiental, através de uma abordagem prática, artística e inclusiva.
As disciplinas de Educação Visual e Educação Tecnológica contribuíram para a concretização artística do projeto, aplicando técnicas de pintura e decoração que ajudaram a tornar o “caminho” mais colorido, apelativo e representativo do envolvimento de todos.
Objetivos
Promover a inclusão e a participação ativa dos alunos com necessidades educativas especiais;
Desenvolver competências motoras, sensoriais, sociais e criativas;
Sensibilizar para a reutilização de materiais e para a sustentabilidade ambiental;
Incentivar o trabalho cooperativo e a expressão artística;
Valorizar os espaços escolares, nomeadamente a Horta Biológica;
Reforçar os valores promovidos pelo Programa Eco-Escolas.
Desenvolvimento da Atividade
Os alunos participaram em todas as fases do projeto, desde a preparação dos materiais até à realização e instalação das peças finais.
Foram utilizados pedaços de madeira reaproveitada, previamente preparados, onde os alunos criaram pinturas e marcações representativas de pegadas, utilizando tintas, cola branca, pincéis, esponjas, caixas de cereais e outros materiais adaptados às suas capacidades e necessidades.
A atividade desenvolveu-se num ambiente colaborativo, inclusivo e motivador, permitindo que cada aluno participasse de acordo com as suas potencialidades e expressasse a sua criatividade de forma autónoma.
Ao longo do processo, foi possível observar um grande envolvimento dos participantes, promovendo o desenvolvimento da autoestima, da concentração, da responsabilidade e do sentimento de pertença ao projeto.
Para além das pegadas, foram também construídos espantalhos utilizando materiais reutilizados: paus utilizados anteriormente como suporte para a estacaria de feijões, tecidos, roupa usada e diversos adereços que se encontravam em fim de vida e que foram disponibilizados pelos encarregados de educação. Esta componente reforçou a importância de dar uma nova vida aos materiais através da criatividade.
Impacto e Resultados
O projeto revelou-se uma experiência enriquecedora a nível pedagógico, social e ambiental.
Para além da componente ecológica associada à reutilização da madeira e de outros materiais, destacou-se a promoção da inclusão, da cooperação e da igualdade de oportunidades, valorizando o contributo de todos os alunos.
As peças produzidas serão integradas na Horta Biológica Escolar, contribuindo para o seu embelezamento e reforçando a mensagem de respeito pela natureza, pela sustentabilidade e pela diversidade.
Considerações Finais
Esta iniciativa demonstra que a educação ambiental pode e deve ser inclusiva, permitindo que todos os alunos participem ativamente na construção de uma escola mais sustentável, consciente e humana.
O projeto constituiu uma oportunidade significativa de aprendizagem, partilha e valorização pessoal, mostrando que através de pequenas ações e da colaboração de toda a comunidade escolar é possível criar mudanças positivas no ambiente que nos rodeia.