Caminhos Coloridos
Edição 2025/26
Escola Básica de Infantas (Guimarães)
Desafio: Caminhos Coloridos
Conjunto de fotografias (mínimo 3, máximo 6) que documentem o processo de criação dos caminhos coloridos:
Reflexão dos alunos sobre o impacto da arte na valorização da horta:
Turma do 4º ano:
Na nossa escola, aprendemos que uma horta biológica não serve só para plantar alfaces e cenouras. Se usarmos a arte, a horta fica muito mais bonita e as pessoas dão-lhe mais valor.
Quando pintamos pedras para fazer um trilho para a horta ou criamos espantalhos coloridos com materiais reciclados, a horta deixa de ser apenas um bocado de terra. Passa a ser um lugar onde apetece estar e brincar.
Turma do 2º ano:
Nós achamos que quando a horta está decorada com a nossa arte, nós cuidamos melhor dela. Não é só comida que cresce ali, é também a nossa imaginação. Uma horta com arte mostra que respeitamos a Terra e que a natureza é preciosa.
Memória descritiva:
Memória Descritiva – Projeto “Caminhos Coloridos” (Eco-Escolas)
1. Enquadramento do projeto
O projeto “Caminhos Coloridos” foi desenvolvido no âmbito do programa Eco-Escolas, com o objetivo de sensibilizar os alunos para a preservação do ambiente e para a adoção de comportamentos sustentáveis e para a criatividade. Através da expressão artística, pretendeu-se promover a reflexão sobre as hortas biológicas e problemas ambientais, como a poluição, a desflorestação e os incêndios.
A horta escolar constitui um ambiente dinâmico de aprendizagem, descoberta e experimentação, onde a expressão artística pode crescer em harmonia com as plantas.
Esta iniciativa visou estimular a nossa escola a enriquecer a nossa horta através da criatividade, da reutilização de materiais e da valorização estética, contribuindo para o bem-estar da comunidade escolar. Ao envolver toda a comunidade educativa e local, fomentou ainda a troca de ideias e o sentimento de pertença, transformando a horta num espaço de convívio, de riqueza estética.
Pretende-se que os caminhos existentes nas hortas sejam convertidos em percursos decorativos e ecológicos, que incentivem a exploração e reforcem o sentimento de pertença e orgulho pela horta escolar, articulando arte, natureza e sustentabilidade num único projeto.
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2. Técnicas e materiais utilizados
Foram utilizadas técnicas de desenho e pintura, partindo de ideias de cada aluno.
Os alunos recorreram a diferentes materiais de expressão plástica, nomeadamente:
• Pedras (desperdício de pedras).
• Tintas (guache e/ou aguarela)
• verniz
• Pincéis
O trabalho incluiu também momentos de observação, interpretação de imagens e exploração criativa.
A nossa escola concebeu e desenvolveu os partindo de um esboço concebido pelas turmas e concretizou percursos decorativos através do aproveitamento do desperdício de pedras/ restos de pedras que nos foram oferecidas. Assim, recorrendo a materiais naturais ou reutilizados e privilegiando opções sustentáveis, todos os alunos escolheram o seu pedaço de pedra e fizeram a decoração. Estes caminhos refletem a identidade da individual e da escola e contribuem para a valorização do espaço, tornando-o mais acolhedor, prático e visualmente atrativo.
Todos os alunos participaram ativamente em todas as fases do projeto, desde a conceção do percurso até à sua concretização e manutenção, com o acompanhamento de professores e coordenadores Eco-Escolas.
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3. Número e caracterização dos alunos envolvidos
Participaram neste projeto cerca de 107 alunos, com idades compreendidas entre os 6 e os 10 anos, pertencentes ao 1.º ciclo do ensino.
Os alunos demonstraram envolvimento ativo, criatividade e crescente consciência ambiental ao longo do desenvolvimento das atividades.
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4. Disciplinas envolvidas
O projeto assumiu um caráter interdisciplinar, envolvendo as seguintes disciplinas:
• Educação Visual – desenvolvimento de competências artísticas e criativas
• Estudo do Meio – abordagem de temas ambientais e sustentabilidade
• Cidadania e Desenvolvimento – Promoção de valores ecológicos e responsabilidade social.
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5. Envolvimento da comunidade escolar divulgação e exposição dos trabalhos
A comunidade escolar foi envolvida através da divulgação em espaços comuns da escola, como corredores, biblioteca, jornal de turma e também através dos meios digitais da escola, tais como: grupos de WhatsApp, Facebook e Instagram.
Foram também promovidos momentos de partilha e reflexão sobre os temas abordados, incentivando a participação de alunos, professores e outros membros da comunidade educativa.
Sempre que possível, os trabalhos foram divulgados em meios digitais da escola (site/redes sociais), ampliando o alcance da mensagem ecológica.
5. Considerações finais
O projeto “Caminhos Coloridos” revelou-se uma iniciativa enriquecedora, contribuindo para o desenvolvimento da criatividade dos alunos e para a consciencialização ambiental. Através da arte, os alunos puderam expressar preocupações ecológicas e compreender a importância de preservar o meio ambiente.
O desafio passou por transformar os percursos da horta em pequenos trilhos decorativos que incentivaram a descoberta da biodiversidade e tornaram o espaço mais acolhedor e visualmente mais atrativo, promovendo a criatividade, a interação social e o trabalho colaborativo.
A escola recorreu a pedras pintadas com padrões, flores, insetos ou elementos informativos sobre a horta e outros, bem como a materiais reutilizados, como desperdício de pedras e tintas. Pretendeu-se, assim, converter a horta num espaço convidativo à exploração, onde se estimulou a expressão artística, o trabalho colaborativo e a valorização estética, sem descurar os princípios da agricultura biológica.











