Caminhos Coloridos
Edição 2025/26
Escola EB 2,3 Dr. Horácio Bento de Gouveia (Funchal)
Desafio: Caminhos Coloridos
Conjunto de fotografias (mínimo 3, máximo 6) que documentem o processo de criação dos caminhos coloridos:
Reflexão dos alunos sobre o impacto da arte na valorização da horta:
O texto sobre a Reflexão dos alunos sobre o impacto da arte na valorização da horta foi orientado pela professora de Educação Visual com a colaboração ativa dos alunos da turma de sexto ano envolvida no projeto.
“A arte tem o poder de transformar espaços comuns em lugares cheios de significado, beleza e vida. Ao aplicarmos a criatividade na valorização da horta escolar, percebemos que ela deixa de ser apenas um espaço de cultivo para se tornar um ambiente de aprendizagem, convivência e inspiração.
O reutilizarmos materiais — como pedras, pneus e paletes — proporcionou nova vida a objetos que antes seriam descartáveis (objetos de uso único). Essa prática não só contribuiu para a sustentabilidade ambiental, como também despertou em nós uma maior consciência ecológica. A arte mostrou-nos que é possível cuidar do planeta através de pequenas atitudes criativas.
Durante o desenvolvimento deste desafio, sentimos que a horta se tornou mais acolhedora e apelativa. As cores, os pneus, as placas decorativas e os elementos construídos por nós trouxeram identidade ao espaço. Passámos a olhar para a horta com mais orgulho e sentido de pertença, pois fomos parte ativa da sua transformação.
Além disso, este projeto incentivou o trabalho em equipa e o envolvimento da comunidade escolar e local. Partilhámos ideias, aprendemos uns com os outros e fortalecemos laços. A horta deixou de ser apenas um espaço físico e passou a representar um ponto de encontro, partilha e criatividade.
Concluímos que a arte tem um impacto muito positivo na valorização da horta escolar, pois promove o bem-estar, estimula a imaginação e reforça a importância de cuidarmos dos espaços que são de todos. Quando unimos natureza e arte, criamos ambientes mais harmoniosos, educativos e inspiradores.”
Memória descritiva:
O presente projeto foi desenvolvido no âmbito das atividades de Educação Visual, Educação Tecnológica e Ciências, envolvendo alunos do 6.º e 9.º anos de escolaridade, com idades compreendidas entre os 11/12 e os 14/15 anos (54 alunos no total). Este projeto teve como principal objetivo promover a expressão artística, o contacto com diferentes materiais e técnicas, bem como o reforço da ligação entre a escola e a comunidade envolvente.
Descrição das Técnicas e Materiais
No desenvolvimento dos trabalhos, foram exploradas diversas técnicas de pintura, com destaque para a pintura acrílica, pela sua versatilidade, facilidade de aplicação e rápida secagem, características adequadas ao contexto escolar. Os alunos trabalharam conceitos como cor, textura, contraste e composição.
Relativamente aos suportes e materiais, foram utilizados:
* Madeira (de paletes), enquanto base de trabalho, permitindo aos alunos explorar superfícies naturais e desenvolver competências ao nível da preparação e acabamento; Ao longo do caminho, e colocadas na varanda, encontram-se várias placas deste material com a inscrição de palavras como: semear, plantar, cuidar, regar, cultivar, colher…e ainda uma mensagem de sustentabilidade (De um solo saudável nasce um futuro sustentável).
* Pedra, incluindo basalto, material característico e identitário, que proporcionou uma abordagem mais sensorial e tátil, incentivando a adaptação das técnicas de pintura às irregularidades da superfície. Grande parte da pedra foi retirada da orla costeira com a devida autorização da Direção Regional do Ambiente e Mar.
* Canas vieiras e plástico (reutilizado de separadores dos cadernos) utilizados para a construção dos cataventos que se encontram ao longo do percurso.
Os alunos foram orientados na preparação dos materiais, nomeadamente limpeza, aplicação de bases e escolha de tintas adequadas a cada suporte, promovendo o rigor técnico e o cuidado no processo criativo.
Adequação às Faixas Etárias
Para os alunos do 6.º ano (11/12 anos), as atividades focaram-se na experimentação, descoberta dos materiais e desenvolvimento da criatividade, com orientação mais próxima e exercícios estruturados.
Já os alunos do 9.º ano (14/15 anos) foram desafiados a desenvolver projetos mais autónomos, com maior intencionalidade estética e conceptual, incluindo a pesquisa de referências e a elaboração de composições mais complexas.
Envolvimento da Comunidade Escolar
O projeto contou com o envolvimento da comunidade escolar, promovendo uma dinâmica colaborativa. Foram realizadas:
* Exposições dos trabalhos em espaços comuns da escola; bio horta.
* Participação de professores de outras áreas disciplinares;
* Envolvimento de encarregados de educação e assistentes operacionais, quer na recolha de materiais (madeira e pedra), quer na valorização dos trabalhos produzidos.
Este envolvimento contribuiu para reforçar o sentimento de pertença, valorizando o trabalho dos alunos e promovendo a escola como espaço de partilha cultural e artística.
Conclusão
O projeto revelou-se uma experiência enriquecedora, permitindo aos alunos desenvolver competências técnicas, criativas e sociais, promovendo a valorização de materiais naturais e património e o fortalecimento da ligação entre escola e comunidade.
A arte, aqui, desempenhou um papel essencial na humanização e valorização da horta, reforçando a sua importância não só como recurso pedagógico, mas também como espaço de convivência, criatividade e identidade coletiva.












