Caminhos Coloridos
Edição 2025/26
Centro de Estudos de Fátima (Ourém)
Desafio: Caminhos Coloridos
Conjunto de fotografias (mínimo 3, máximo 6) que documentem o processo de criação dos caminhos coloridos:
Reflexão dos alunos sobre o impacto da arte na valorização da horta:
De uma horta discreta nasceu um espaço cheio de vida e cor.
Agora, a nossa horta está muito mais bonita e acolhedora, graças às flores feitas com materiais recicláveis e ao empenho dos nossos pais e encarregados de educação. Cada trabalho realizado representa um bocadinho de cada um de nós, tornando este espaço ainda mais especial.
O percurso com pedras, que se fundem harmoniosamente com a terra tornando o espaço mais natural, e as paletes, que agora servem de vedação e suporte para os nossos elementos decorativos, ajudaram a embelezar a horta e a valorizá-la. Esta estrutura transformou a horta num local mais apelativo, organizado e agradável para todos.
Todo este projeto foi desenvolvido com grande espírito de equipa, entreajuda e dedicação.
Sentimos que a horta também nos pertence, pois somos as “madrinhas” das nossas três árvores especiais: o abacateiro “Billy”, a laranjeira “Lily” e a oliveira “Aurora”.
Este ambiente mais colorido e criativo promove o bem-estar, motiva-nos e incentiva-nos a estar mais próximas da natureza, aprendendo a cuidar dela com carinho e responsabilidade.
Memória descritiva:
O projeto “Caminhos Coloridos” foi desenvolvido com o objetivo de valorizar os espaços escolares que conduzem à horta pedagógica. Esta horta, organizada em tabuleiros, encontra-se atualmente em fase de expansão para cultivo direto no solo. A iniciativa visou sensibilizar os alunos e restante comunidade escolar para a importância da sustentabilidade, da reutilização de materiais e do trabalho colaborativo.
Execução e Materiais
Na concretização deste percurso, foram aplicadas técnicas simples de construção e reaproveitamento de recursos, privilegiando práticas ecológicas e sustentáveis. No que respeita aos materiais e técnicas, as paletes de madeira reutilizadas assumiram a função de delimitação, funcionando como pequenos muros decorativos de suporte e enquadramento após terem sido cortadas, adaptadas e tratadas contra as intempéries. O percurso propriamente dito foi executado com pedras naturais, que foram devidamente assentes e integradas no solo. Estas pedras foram colhidas de forma responsável em terrenos de familiares da comunidade escolar, assegurando-se uma proveniência ética que respeita o equilíbrio natural e reforça a economia circular do projeto.
Participação e Interdisciplinaridade
O projeto contou com a participação das quatro turmas do 2.º ciclo (alunos com idades entre os 10 e os 12 anos), abrangendo as disciplinas de Cidadania e Desenvolvimento, Educação Moral e Religiosa Católica, Ciências Naturais e Educação Tecnológica e contou, também, com a participação dos alunos que frequentam os clubes "Terra ConVida" e "Ecociência".
Envolvimento da Comunidade e Biodiversidade
Como complemento decorativo e pedagógico, dinamizou-se um concurso de flores elaboradas com materiais recicláveis, envolvendo as famílias. Os alunos construíam, também, hotéis para insetos polinizadores e bebedouros adaptados para abelhas, com o objetivo de destacar a sua importância para a sobrevivência da humanidade. Estas peças foram integradas nos muros de paletes e noutros pontos da horta, embelezando o espaço e reforçando a ligação entre a escola e a comunidade.
Conclusão
O projeto “Caminhos Coloridos” revelou-se uma experiência enriquecedora, promovendo o espírito de entreajuda, a responsabilidade ambiental e a valorização do património escolar. Através do trabalho colaborativo entre alunos, professores, funcionários e famílias, esta iniciativa constitui um processo dinâmico que assegura que o compromisso da comunidade com a sustentabilidade e a horta pedagógica se renove e cresça a cada ciclo escolar.













