Caminhos Coloridos
Edição 2025/26
Escola Básica e Secundária do Alto dos Moinhos (Sintra)
Desafio: Caminhos Coloridos
Conjunto de fotografias (mínimo 3, máximo 6) que documentem o processo de criação dos caminhos coloridos:
Reflexão dos alunos sobre o impacto da arte na valorização da horta:
Entre os diversos depoimentos dos alunos destacaríamos:
A atividade dos Caminhos Coloridos foi bastante divertida de realizar. Gostei especialmente de participar na escrita da frase "Aqui cuidamos das plantas e dos polinizadores" em várias línguas, junto da horta escolar. Foi interessante perceber como uma simples mensagem pode ser partilhada de diferentes formas e compreendida por pessoas de várias culturas. Além disso, esta atividade ajudou a sensibilizar a comunidade escolar para a importância das plantas e dos polinizadores na preservação da biodiversidade. A nossa horta esteve muito bonita e bem cuidada durante todo o ano letivo, mas as frases coloridas deram-lhe ainda mais vida, tornando o espaço mais acolhedor, educativo e apelativo para todos os que por lá passam. (Laura, 7.º ano).
Foi muito divertido participar neste projeto. Foi difícil de escrever e de apagar na parede porque era rugosa e os lápis e as borrachas gastavam-se rapidamente. A pintura das letras ficou muito bonita. Acredito que o impacto vai ser muito positivo, pois as cores vão chamar a atenção das pessoas e tornar a visita à horta fantástica. (Santiago, 8.º ano).
Memória descritiva:
A adesão do grupo ao desafio “Caminhos Coloridos”, neste ano letivo surge da articulação entre a temática da biodiversidade, o desafio da ABAAE “Hortas-Bio Eco-Escolas” e com o projeto Erasmus+ da nossa escola. No âmbito deste último, a nossa escola desenvolve anualmente uma “Open week” para as escolas que pretendem conhecer-nos e tem desenvolvido parcerias de intercâmbio de alunos e professores com escolas espanholas (Leon e Canárias).
Tendo por base a perspetiva de que o nível de biodiversidade de um determinado local é definido, em grande parte, pelas relações bióticas que proporciona, havia a necessidade de transmitir a mensagem de que “sem uma efetiva diversidade de plantas autóctones no espaço escolar também não encontraríamos a esperada presença, em número e diversidade, dos polinizadores”. De facto, no desafio “Hortas-Bio das Eco-Escolas”, já havíamos definido no início do ano letivo, de deixar uma pequena parcela em todos os canteiros destinada a semear misturas de sementes de “Prados Floridos e Apícolas” (“Adubo verde” e/ou “Abelhas e Insetos Polinizadores” da “Sementes de Portugal”). Assim, trabalhando em grupo (20 alunos do 5.º ao 9.º ano, quatro docentes e uma encarregada de educação), construímos uma frase que mostrasse o nosso compromisso (presente e futuro) com aquela mensagem e surgiu-nos a ideia de a traduzir para as línguas dos professores dos países que já nos visitaram, de que resultou a lista seguinte:
Aqui cuidamos das plantas e dos polinizadores (português)
Here we take care of the plants and the pollinators (inglês)
Aquí cuidamos de las plantas y de los polinizadores (espanhol)
Ici, nous prenons soin des plantes et des pollinisateurs (francês)
Täällä huolehdimme kasveista ja pölyttäjistä (sueco)
Här tar vi hand om växterna och pollinerarna (finlandês)
No seguimento, do projeto comum, definiu-se que:
a) a mensagem seria inscrita no muro junto ao “hotel de insetos” que havíamos construído anteriormente num dos desafios da ABAAE;
b) a zona do muro escolhida deveria permitir uma boa leitura de quem passa à distância e enquadrava-se com as plantas floridas que iriam germinar na caixa da Horta-Bio;
c) a dimensão das letras deveria permitir a escrita de frases em mais línguas em caso de outras nacionalidades nos visitarem futuramente;
d) o esboço da escrita das frases seria a lápis de carvão usando o espaço entre duas linhas paralelas de altura de 6 cm, deixando um intervalo de 4 cm entre as frases;
e) usaríamos canetas de tinta acrílica de cores diferentes (uma para cada nacionalidade) e com uma paleta de tonalidades que permitissem um equilíbrio no seu conjunto;
f) no final, as linhas a lápis de carvão seriam apagadas com borracha;
Além da disciplina de Ciências Naturais, houve a colaboração da disciplina de Educação Visual, a qual obtivemos um apoio efectivo ao nível da validação da metodologia definida no grupo Eco-Escolas, na escolha dos materiais de pintura e no desenho de duas das frases.
Ficámos muito satisfeitos com o resultado final até porque este foi complementado com os espantalhos que foram elaborados no âmbito do desafio “Espantalho da Horta” da ABAAE. As fotografias do projeto foram enviadas para a equipa coordenadora do projeto “Erasmus+” para que o divulgassem junto das escolas que nos visitaram.










