


Sete meses
500 m2
APRESENTAÇÃO E ENQUADRAMENTO CIENTÍFICO-PEDAGÓGICO: A criação de espaços onde a comunidade possa contactar com a natureza e aprender a respeitá-la e a cuidar dela é fundamental para o seu desenvolvimento enquanto cidadãos mais responsáveis. A utilização dos meios disponíveis na própria exploração, principalmente de práticas culturais como rotações, consociações, compostagem com o aproveitamento de resíduos vegetais e animais, adubação verde, mobilização mínima, etc. permite a divulgação/sensibilização de práticas ecológicas características da agricultura biológica. Recuperar técnicas antigas como a transformação biológica - compostagem no quintal permite, por um lado, reduzir a quantidade de resíduos que é enviada para o aterro e, por outro, produzir composto que poderá ser utilizado como adubo. Desta forma, pretende-se promover a dinamização de uma horta enquanto ferramenta pedagógica, permitindo o contacto com o meio rural e natural promovendo sinergias entre a comunidade educativa e a população. OBJECTIVOS DA PROPOSTA: Promover a qualidade de vida através da harmonização territorial em modelos de desenvolvimento rural ou urbano (Referencial de formação STC 6 – Urbanismo e Mobilidade); Promover a educação ambiental; Contribuir para a auto-sustentabilidade da escola, tornando-a mais ecológica; Divulgar/sensibilizar práticas ecológicas como a agricultura e a compostagem; Promover uma alimentação saudável como consequência do consumo de produtos biológicos; Reaproveitar espaços escolares sem utilidade aparente de uma forma sustentável, tornando-os simultaneamente mais agradáveis; Divulgação da atividade no espaço escolar ou no exterior através da página web da escola, entre outros meios.
- A criação de uma horta biológica, numa escola sem espaços verdes, devido ao abandono da obra por parte da Parque Escolar; - A criação e manutenção deste espaço por alunos do Ensino Noturno, que se disponibilizaram para vir aos sábados de dia trabalhar na horta, fazendo a manutenção durante a semana; - O projeto contar com a colaboração de entidades locais e agricultores locais; - Construção de um compostor com paletes por parte dos alunos, e contribuição da cantina da escola com os restos de alimentos, assim como da oficina de carpintaria com serradura; - A utilização de composto produzido na própria escola; - A promoção de exposições de divulgação de práticas ecológicas de agricultura e de plantas aromáticas.
- As famílias colaboram ao sábado na manutenção da horta, trazem plantas das suas culturas pessoais, e fornecem a alimentação para as sessões de sábado. - As famílias participaram na preparação do terreno e dos canteiros, na elaboração de sementeiras, no transplante e na monda.
- Tornou-se um ritual ao final do dia a população escolar passar pelo espaço da horta; - Os alunos encontram-me bastante interessados no projeto e começam já a querer produzir o seu próprio espaço; - Vários professores, não diretamente envolvidos, trouxeram plantas das suas hortas; - Pensamos que foi possível incutir o respeito pela natureza através da dinamização e divulgação deste espaço; Houve a partilha de práticas culturais entre vários elementos da comunidade educativa.
- As atividades mais elaboradas são realizadas ao sábado pelos alunos do ensino noturno, da turma já referida, assim como outros elementos da comunidade que queiram contribuir. - Durante a semana várias pessoas assumem ao final do dia a manutenção da horta: apanha de infestantes, rega, etc; - Semanalmente é elaborado um cronograma de tarefas, permitindo a rotação de atividades pelos vários participantes.
- Antes de iniciar a preparação dos canteiros, limpou-se o terreno; - Com auxílio de uma enxada, revirou-se a terra até cerca de 15 cm de profundidade; - Com o ancinho desmancharam-se os torrões, retiraram-se pedras e outros objectos, e nivelou-se o terreno; - A seguir misturou-se um pouco de composto elaborado no compostor construído pelos alunos na escola e composto gentilmente cedido pela Algar; - Fizemos a demarcação dos canteiros com auxílio da enxada, com uma altura entre 15 a 20 cm, um comprimento de aproximadamente 2 m, e uma largura de 1 m; - Entre os canteiros deixámos uma distância de 50 cm; - Frequentemente limpa-se o terreno de infestantes.
Sim
Tomilho, rúcola, morangueiros, poejo, alecrim, alfazema, medronheiros, palmeiras anãs, alfaces, cebolas, bela-luísa ou lúcia-lima, hortelã, erva-cidreira, hortelã-pimenta, hortelã-ananás, hortelã-laranja, hortelã-da-ribeira, manjericão, majerico, manjerona, tomateiros, funcho, valeriana, roseiras, girassol, erva-príncipe, courgete, abóbora-manteiga, segurelha, couve-flor, couve-de-bruxelas, oregãos, perpétua-roxa, agrião, coentros, salsa, chícharos, courgete, cravos-túnicos, capuchinha, alho-francês, pimentos, calêndula.
- No inverno aproveitou-se a água proveniente da precipitação; - Atualmente a rega é feita ao final da tarde, manualmente.
- As pragas não foram significativas e não houve doenças. - As plantas infestantes foram sendo apanhadas.
- Exposições de plantas aromáticas; - Ateliers de sementeiras e envasamento/ transplante; - Mostras de substratos e ateliers de mistura de substratos; - Provas de chás; - Venda de chás; - Secagem e conservação de plantas medicinais (chás); - Construção de floreira destinada a aromáticas com paletes; - Confeção de bolos com produtos da horta; - Confeção de pomada de calêndula.