


Há 4 meses.
14 metros quadrados.
Constatando que as crianças da escola apesar de estarem inseridas / viverem num meio rural não possuíam noção de como apareciam os vegetais e não conseguiam, inclusivamente, conhecer e identificar muitos deles. Aproveitando as noções dadas na área de Estudo do Meio, que apontam para a identificação das partes constituintes das plantas, para os seres vivos e seu ambiente, para o conhecimento de plantas cultivadas e plantas espontâneas, para a observação das plantas ao longo do ano, assim como as noções propostas para a área curricular não disciplinar de Formação Cívica, que aponta para o respeito pelos seres vivos, não esquecendo de que a escola também teve a visita da nutricionista municipal, que desenvolveu com os alunos um projeto de alimentação saudável, resolveu-se fazer uma horta. Fazendo a transversalidade de todos estes saberes e acrescentando também o trabalho desenvolvido com o projeto Eco escolas, os alunos e as professoras pensaram e decidiram que perante tal realidade havia que dar sentido a um projeto da escola onde se conseguissem juntar estes conhecimentos que as crianças tinham, de modo a que fizessem sentido e que não fossem esquecidos.
Fazendo a transversalidade de todos estes saberes supra mencionados, os alunos e as professoras pensaram e decidiram que perante tal realidade havia que dar sentido a um projeto da escola onde se conseguissem juntar os conhecimentos que as crianças tinham, de modo a que fizessem sentido e que não fossem esquecidos. Numa primeira instância foi realizada em reunião de assembleia de turmas/escola onde foi discutida a proposta da horta, apresentadas as vantagens de se possuir uma horta, dos benefícios para a saúde quando se ingerem determinados alimentos e pensando também numa questão sustentabilidade. Os alunos participaram com sugestões e o leque de proposta foi variado e bastante alargado. O passo seguinte foi no sentido burocrático de se consultar a junta de freguesia, pedir autorização e começar o design de uma horta. Assim, decidiu-se aproveitar um espaço de domínio público, que fica em frente à escola, pois o espaço da escola não possuiu espaço próprio e arável para a agricultura. As professoras deslocaram-se à junta de freguesia que permitiu a utilização do espaço.
Enviando plantas, sementes e estrume de cavalo. Disponibilizando alfaias agrícolas.
Visita diária dos pais e encarregados de educação e oferta de mão de obra.
Em assembleia de turma definiram-se tarefas que, com o acordo de todos constituiu uma tabela, onde ficou estabelecido o papel de cada elemento. Todos os dias, haviam crianças com a responsabilidade de regar a horta, como não tinham material apropriado aproveitaram as garrafas de água, que furaram e serviram como regador. Quando as aulas acabaram ficou estipulado que os meninos que moram mais perto da escola viriam regar, sempre que fosse necessário.
Os mais velhos, cavaram, os mais novos tiraram pedras, espalharam a terra, alisaram o terreno, de modo a ser possível abrir os regos e a fazer os canteiros onde se plantaram e semearam os vegetais e as ervas aromáticas. As professoras trouxeram rede metálica e verguinha para delimitar a horta.
Sim
Morangueiros, tomateiros, alfaces, salsa, coentros, pepinos, cenouras, aboboreiras, cidreira, hortelã, alho francês, beringelas, cebolas
Todos os dias, as crianças tinham a responsabilidade de regar a horta. Nas férias as crianças que moram perto virão regar em conjunto com as que estão na escola nos Tempo Livres.
Com sabão azul e branco desfeito em água, argila em pó e cinzas das lareiras e dos assados de verão.
Confeção de alimentos.